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5 de novembro de 2014

«A biblioteca escolar do séc. XXI»* segundo Lourense H. Das
BECRE XXI quarta-feira, novembro 05, 2014 0 comentários

"Os desenvolvimentos revolucionários em educação e tecnologia, a mudança de atitude dos alunos em relação à aprendizagem e ao “pensamento económico” contemporâneo têm um impacto enorme nas bibliotecas escolares. A questão problemática colocada anteriormente não é de resposta difícil.


Sim, precisamos das bibliotecas escolares e de professores bibliotecários porque existe prova irrefutável quanto ao impacto das bibliotecas na aprendizagem, nos resultados educativos do aluno e, através deste, na sociedade e no desenvolvimento económico. Necessitamos de bibliotecas escolares fortes, com um bibliotecário escolar que seja agente dinâmico no processo de aprendizagem do aluno e no seu sucesso educativo. Existe um desafio real em jogo, não apenas para os professores bibliotecários, mas também para os gestores escolares, decisores e políticos.

Temos constatado qual o efeito da nova aprendizagem e tecnologia nos alunos. Cada vez mais estes decidirão por si como e onde aprender. Os desenvolvimentos tecnológicos oferecem numerosas possibilidades. Para além disto, a investigação também nos mostra aquilo que os alunos mais gostam relativamente à sua biblioteca - a possibilidade de encontro num ambiente agradável; para os alunos, a biblioteca escolar é um espaço social que potencia o trabalho individual ou em grupo, a troca de informação, ideias e conhecimento e o local onde podem confiar na orientação e apoio que lhes é oferecido pela equipa da biblioteca escolar.

A investigação conjunta baseada na evidência de dados mostra-nos que as bibliotecas escolares oferecem valor acrescido: contribuem significativamente para a melhoria do sucesso educativo dos alunos.

Para conseguir este objectivo necessitamos de uma visão clara (Das, 2007) acerca da biblioteca escolar para o séc. XXI.

Nesta perspectiva, a biblioteca escolar é mais do que uma sala com livros e serviços: é uma função na escola. Para executar esta função, a biblioteca escolar precisa de usar todas as novas tecnologias e de se antecipar face às novas concepções educacionais, tais como o e-learning e o m-learning. A biblioteca escolar não é apenas um centro de aprendizagem e conhecimento para os alunos, mas também o é para os professores, pessoal não docente, estruturas de gestão e, possivelmente, para os pais. Esta é o portal – físico e virtual – para todos os recursos e serviços. A nova função da biblioteca escolar pode descrever-se como “uma biblioteca escolar sem fronteiras”, uma vez que possibilita acesso permanente, a partir de qualquer ponto. Pode ser implementada de diferentes formas e, por conseguinte, garante soluções à medida para as escolas, a nível individual, aplicações inovadoras em NTIC e em concepções educacionais.

A biblioteca escolar não só estimula, potencia e facilita mas também promove a aprendizagem. Nesta biblioteca, o conteúdo importa mais do que tudo! E isto não se consegue exclusivamente com livros e computadores.

Esta biblioteca antecipa-se aos desenvolvimentos actuais e oferece numerosas possibilidades de cooperação com um vasto número de parceiros: escolas, bibliotecas públicas, museus, e outros, mas sempre tendo como ponto de partida a escola e o seu objectivo educativo. 

Esta é uma biblioteca escolar que oferece um conjunto alargado de recursos, físicos e virtuais, serviços e numerosas possibilidades para trabalhar e estudar, tanto individualmente como em grupo. É uma biblioteca onde a leitura é acarinhada e fomentada e o desenvolvimento da literacia da informação é vital. É uma biblioteca que evoluiu de “just a library” para um centro de aprendizagem e conhecimento que oferece a base para a aprendizagem ao longo da vida.

O aluno actual deseja ser o “capitão” da sua própria aprendizagem. Mas isso implica a sua orientação nesta viagem da informação. O professor bibliotecário é o guia que tudo fará para que o aluno chegue a bom porto. Se tal acontecer, a biblioteca escolar provará, sem qualquer dúvida, ser a identidade fulcral da aprendizagem, em pleno séc. XXI e no futuro."

Lourense H. Das
(Diretora da IASL Europe)

* Excerto do texto «Bibliotecas Escolares no século XXI: à procura de um caminho», publicado pela Rede de Bibliotecas Escolares na Newsletter n.º 3. Disponível em linha em http://www.rbe.min-edu.pt/news/newsletter3/bib_sec_21.pdf .


31 de outubro de 2014

A biblioteca escolar - mundo(s) a descobrir, ideia(s) a formular
BECRE XXI sexta-feira, outubro 31, 2014 0 comentários

A biblioteca escolar é um mundo plural a descobrir.
Quer a partir da seleção e utilização criteriosa dos seus recursos físicos ou online quer do contacto com profissionais de diferentes áreas, a biblioteca escolar permite múltiplas viagens pelo conhecimento.
A biblioteca escolar é o local e ponto de partida para uma das atividades humanas mais estimulantes: a produção de ideias, a sua partilha e difusão que fortalece o sentido de comunidade escolar.

clique na imagem para aceder à apresentação

26 de outubro de 2014

«Nós nas Bibliotecas» III - A Biblioteca escolar: comunicação, valor social e eco literacia
BECRE XXI domingo, outubro 26, 2014 0 comentários


Uma das grandes apostas da BECRE desde 2009 tem sido a comunicação com os seus utilizadores, quer fisicamente nas instalações da biblioteca quer na Internet, via endereço eletrónico (para marcações de recursos/espaços/atividades e geral), acedendo ao blogue e/ou à página oficial na rede social Facebook.

O atendimento aos utilizadores é feito por assistentes com formação, existe uma equipa de professores colaboradores que apoiam diretamente os alunos e existe um clima favorável ao trabalho e à aprendizagem. O afeto e a entreajuda são vivenciados diariamente. A ligação à comunidade local , percecionada como de importância base (Denis Hickel, oficina “Eco literacia”), é potenciada com a existência da Área “O Farol” (associação cívica local) junto à dupla estante “Fundo Local”. A própria biblioteca tem impacto local, valorizado pelo facto da escola oferecer cursos em regime de ensino noturno e por ter, no passado, colaborado com o então Centro Novas Oportunidades de Cacilhas.

Ultimamente, a BECRE tem sentido os efeitos da “desvalorização do valor simbólico da educação” (José Pacheco Pereira): o caso de Évora (Cláudia Sousa Pereira) é igualmente paradigmático.

São evidências do “valor social” da educação e da biblioteca escolar, testemunhos de descoberta da poesia (“O prazer de ler”, 2009-2013), da escrita (Blogue, 2009-2013) ou do fascínio pela arte. Será importante o regresso do ex-aluno autor da identidade visual e da sinalética da BECRE e o seu Encontro com alunos dos cursos de arte. Ou o do jovem advogado e ex-aluno da escola, autor de um primeiro livro de poesia…

Tal como Bruno Eiras (RBM Oeiras) e Helena Caetano (RBM Torres Novas) mas à escala e com as especificidades de uma biblioteca escolar, a BECRE reconhece a existência dos seus “papéis sociais” e os seus profissionais enfrentam constantemente a sensação de, potencialmente, poderem “ir mais além”, a partir de um reconhecimento pela comunidade mas igualmente dos obstáculos em a mobilizar de forma mais consistente. O reforço da identidade da biblioteca escolar e a comunicação vão seguramente ser reforçados a partir da intervenção de Paulo Leitão, cujo mérito foi clarificar de forma radical os equívocos que os bibliotecários cometem neste âmbito: a normalização de como é comunicada a informação é uma prioridade sob atenção e o reforço da identidade da BECRE é estratégica.

A oficina “Eco literacia” de Denis Hickel apresentou um diagnóstico preocupante do desequilíbrio entre os recursos naturais e o consumo humano, na lógica de uma sociedade carbono dependente; e propôs uma conceção ecológica do mundo, do lugar da pessoa humana, de escola e de intervenção pedagógica.

O reforço do sentido de comunidade (local) – uma biblioteca escolar pode estimulá-lo – e da consciência da interligação inerente de indivíduos, comunidades, sistemas – recusando a “Era da Separação” (Denis Hickel); também responde à pergunta inicial de Pacheco Pereira:

“Estará na biblioteca a resposta para os males do mundo?”

Seguramente que poderá ser a biblioteca o local para a informação, a interrogação, a pesquisa, a construção de soluções e alternativas e … o reforço da consciência ecológica e da noção de comunidade, no tempo e no espaço.

Como disse Denis Hickel, o léxico ecológico é constituído por “palavras e ideias” e a sua perceção, “ajuda as pessoas a viver com elas”. Sempre pareceu aos professores bibliotecários que a biblioteca poderia ser “uma espécie de paraíso”. E por isso mesmo todos sabem que apenas estão...

18 de outubro de 2014

«Nós nas Bibliotecas» II - A Biblioteca escolar: mediação, literacias e o primado da “criatividade sobre a mera reprodução”
BECRE XXI sábado, outubro 18, 2014 0 comentários


Acredito nos méritos do trabalho em equipa e na mobilização de pessoas, objetivos, vontades, sonhos …
Nos meus múltiplos momentos/tipos de mediação, um dos mais complexos é o que ocorre na Área Internet, na utilização dos meios tecnológicos (equipamentos, plataformas de produção e partilha de informação, redes sociais). Reconheço o diagnóstico feito por João Paulo Proença – “alunos pouco autónomos” numa “sociedade hiper protetora, complexa e competitiva”. Acrescentaria que o ritmo e natureza da “revolução digital” induz a biblioteca escolar a “habitar na dúvida” e a procurar soluções focalizadas para necessidades de grupos de utilizadores específicos, o que se tem revelado crescentemente complexo e difícil.

As opções de gestão dos espaços e equipamentos das Áreas TIC e Leitura (ver planta BECRE, disponível em http://becrexxi.blogspot.pt/2014/09/becre-2014-2015-reconfiguracao.html), a produção de guiões disponíveis em linha ou, num futuro próximo, a realização de uma série de workshops (literacias digitais e visuais) destinado a grupos de alunos; são medidas que se cruzam com outras intervenções mais imediatas, em que se misturam frequentemente afetos e emoções perante o “novo”, um “novo processo” ou uma “nova descoberta”. Outra medida de futuro próximo é a abertura de uma secção em BECRE XXI para blogues, dando continuidade à publicação de trabalhos de alunos e artigos de professores.

Permanece uma evidência: “a literacia digital é um dos serviços mais desafiadores da função social de qualquer biblioteca” (Luísa Alvim), sobretudo o combate contra a autorreprodução iliterata, na temática, no conteúdo e na forma. A articulação BECRE/Departamento de Artes Visuais – na programação de atividades de contacto com criativos, na mobilização de recursos para projetos/participação em concursos ou na exposição física e/ou virtual de trabalhos; e a participação em “Sete dias com os media” são práticas que procuram estimular a criatividade dos alunos, em atividades que envolvem o livro e a leitura.

Aliás, na sequência do desafio aos alunos em 2009 e que produziu a identidade visual da BECRE (disponível em http://becrexxi.blogspot.pt/2014/09/identidade-visual-da-biblioteca-da-es.html) e a sinalética da Área Leitura; essa articulação irá completar o processo com a produção de representações gráficas para os ciclos de atividades: Encontros, CineArte, Workshops, Escritor do Mês, Exposições. As literacias visuais serão, após a comunicação de Adriana Batista, ainda mais uma prioridade.

«A biblioteca escolar é o lugar físico e virtual da escola onde se desenvolve a leitura, investigação, pensamento, imaginação, descoberta e criatividade que são centrais para a jornada de transformação de informação em conhecimento e crescimento pessoal dos alunos»
Ross Todd, trad. João Paulo Proença

Este é o conceito assumido na BECRE e o seminário reforçou-o, proporcionando-me perspetivas complementares sobre a biblioteca escolar como estrutura de mediação na promoção das literacias digitais; e na formação de cidadãos conscientes, críticos e criativos porque informados.

... continua ...

12 de outubro de 2014

«Nós nas Bibliotecas» I - O professor-bibliotecário enquanto “soldado na linha da frente da civilização!"
BECRE XXI domingo, outubro 12, 2014 0 comentários

O seminário “Nós nas Bibliotecas”, realizado em Torres Novas (Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes) a 3 e 4 de outubro de 2014; foi uma excelente e profícua ocasião para refletir sobre temáticas nucleares que se colocam à educação, às escolas, às bibliotecas escolares, aos professores e, por inerência, aos professores bibliotecários.


Na qualidade de professor bibliotecário (ES Cacilhas-Tejo), interessava-me, à partida, que a articulação entre a excelência dos oradores convidados, a pertinência das temáticas previstas e os desafios que diariamente me confronto - efetivamente, “estamos a viver tempos de revolução” (Manuela Silva, RBE); proporcionassem momentos de reflexão, de partilha de ideias geradoras de pensamento crítico e de “consciência crítica” de caminhos já trilhados.

O (múltiplo) significado de “Nós nas Bibliotecas”…
Nós - os protagonistas
Nós - em rede
Nós - os problemas a resolver
Revelou três áreas de reflexão sobre a biblioteca escolar da ES Cacilhas-Tejo (BECRE) e sobre os diferentes papéis do professor bibliotecário:

1. O professor-bibliotecário enquanto “soldado na linha da frente da civilização! “ (José Pacheco Pereira) que deve procurar “habitar na dúvida” (Jorge do Ó).
No atual contexto de “permanente revolução digital”, como professor bibliotecário, enquanto “soldado na linha da frente da civilização“ o professor bibliotecário enfrenta três grandes desafios:

* o processo de “apagamento da memória pré-digital” – bem evidente nas estatísticas de utilização diária da BECRE, com primazia para a Área Internet;
* a frágil e pontual consciência da necessidade de validar criticamente o que é “visível/comunicado pelos media” ou que “está na Internet” – com repercussões na qualidade dos trabalhos escolares produzidos (seleção e tratamento da informação), razão de queixa dos professores e de procura de ajuda por alguns alunos.
* a frágil e pontual consciência de a tecnologia ser apenas um mero instrumento e não a “realidade/fim em si mesmo” – desvalorizando-se, em contexto de trabalho escolar, o processo de conceção/execução em favor do produto final, frequentemente pouco criativo e pessoal.

Desde 2009, a BECRE possui uma estratégia de interação físico/virtual, analógico-suporte livro/digital, através da articulação entre blogue (BECRE XXI, disponível em http://becrexxi.blogspot.pt/), rede social (FACEBOOK/Biblioteca da ES Cacilhas-Tejo, disponível em https://www.facebook.com/becrexxi) e Exposições Bibliográficas, realizadas em área específica da BECRE; pela mobilização de diferentes tipos de recursos (do fundo documental ou de coleção externa) para atividades de iniciativa própria ou de professores/alunos; ou em sessões de exploração, por parte de novos alunos/adultos, dos espaços da biblioteca, das suas áreas e serviços e do seu fundo documental.

As intervenções de Pacheco Pereira e Jorge do Ó reforçaram a minha perceção sobre este processo marcadamente ideológico. Permanece a dúvida sobre como ultrapassar o presente retrocesso civilizacional que constitui a “desvalorização do valor simbólico da educação” (José Pacheco Pereira) e do seu valor social. Este retrocesso evidencia-se no triunfo da “reprodução controlada” em detrimento da criatividade como fruto da curiosidade. Ter consciência desse retrocesso e combatê-lo é um dever de um professor bibliotecário.

... continua ...

1 de outubro de 2014

«NÓS NAS BIBLIOTECAS» - a formação necessária
BECRE XXI quarta-feira, outubro 01, 2014 0 comentários



A BECRE estará presente através da participação - em contexto de formação - do professor bibliotecário que irá optar pela oficina "Ecoliteracia".
A opção pelas literacias e a sua promoção - anunciada no início do ano letivo e no artigo «Biblioteca da ES Cacilhas-Tejo: uma perspetiva de futuro» - justifica plenamente esta participação,

24 de setembro de 2014

IDENTIDADE VISUAL DA BIBLIOTECA DA ES CACILHAS-TEJO
BECRE XXI quarta-feira, setembro 24, 2014 0 comentários

No ano letivo de 2009-2010, os alunos do 3º ano do Curso Profissional Técnico de Design Gráfico desenvolveram propostas para identidade visual da BECRE, no âmbito da disciplina de Design Gráfico e sob orientação da professora Lúcia Inácio. Os projectos foram desenvolvidos e no final foram apresentadas propostas de identidade visual. A proposta então selecionada foi desenvolvida pelo aluno Marcos Cohen, igualmente autor da IdV adotada em 2007.


No início do presente ano letivo, a professora Paula Penha amavelmente se disponibilizou para desenvolver, em formatos diferentes, a identidade visual da BECRE, conforme a seguir se apresenta*.

  


  

     







A Marcos Cohen e à professora Paula Penha, endereço os meus agradecimentos por acreditarem no trabalho colaborativo com resultados que, pela sua qualidade, persistem em permanecer.

* As várias versões da IdV só poderão ser utilizadas pela equipa BECRE em situações oficialmente validadas pelo professor bibliotecário. Poderão ainda ser utilizadas por outras estruturas e/ou serviços da ES Cacilhas-Tejo, dando conhecimento por email para becre.esct@gmail.com.
A utilização por entidades, estruturas, serviços... exteriores à ES Cacilhas-Tejo carece de pedido de autorização, igualmente endereçado para becre.esct@gmail.com e o qual será respondido no prazo máximo de 3 dias úteis.

23 de setembro de 2014

BECRE 2014-2015 - a reconfiguração necessária
BECRE XXI terça-feira, setembro 23, 2014 0 comentários


Eis a nova configuração das áreas da Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo (BECRE) que proporcionou o aumento para 21 o número de postos TIC destinados aos utilizadores.
Esta área encontra-se agora dividida em 4 subáreas, sendo que as duas mais próximas da área de atendimento são as prioritárias para a utilização comum; e as outras duas - articuladas com a Área de Leitura - destinam-se prioritariamente à pesquisa de informação e elaboração de trabalhos.
Esta reconfiguração visa a rentabilização de espaços e equipamentos em prol de uma maior eficácia na prestação dos serviços inerentes à BECRE.

1 de setembro de 2014

BIBLIOTECA DA ES CACILHAS-TEJO: UMA PERSPETIVA DE FUTURO!
BECRE XXI segunda-feira, setembro 01, 2014 0 comentários

A Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo entra hoje numa nova fase da sua existência, estabilizada que se encontra a sua gestão após cinco anos de aplicação da Portaria 756/2009 que criou a figura do professor bibliotecário.
O caminho percorrido desde 2009 foi imenso e transformou a BECRE, adaptando-a às novas necessidades diferenciadas de utilizadores diversificados: alunos, professores, assistentes e membros da comunidade local.

A partir de 2014-2015, a prioridade é conferida ao desenvolvimento de programas e projetos de promoção de competências ao nível das literacias, nomeadamente da Literacia da Informação.

Disponível para consulta na BECRE e no domicílio
Conforme muito notoriamente sublinha José Afonso Furtado em "Uma Cultura da Informação para o Universo Digital", «a actual revolução digital e a nova era da informação obrigam a reflectir sobre outros tipos de literacia, que envolvam não apenas a capacidade de ler e escrever ou efectuar cálculos, mas que tenham em conta o acesso e capacidade de manipulação dos media digitais» (ob. cit. p. 191).
Em boa verdade, hoje é absolutamente decisivo que se formem as pessoas para que elas possam «reconhecer quando a informação é necessária, e ter as capacidades para a localizar, avaliar e usar eficazmente» (ob. cit. p. 198).

A formação de cidadãos livres, autónomos, responsáveis e com capacidade de intervenção consciente na sociedade implica que percebamos que «a cidadania numa democracia moderna implica mais do que saber como aceder a informações vitais; implica igualmente uma capacidade de reconhecer a propaganda, a desinformação e maus usos da informação» (American Library Association, ob. cit. p. 199).

Ora, no contexto escolar do ensino secundário, cabe à Biblioteca Escolar dinamizar e mobilizar recursos para este desígnio absolutamente estruturante para o país e para cada um dos cidadãos, no microcosmos da comunidade escolar. Neste sentido, foi apresentada - no passado ano letivo - uma Proposta de Plano de Formação para Professores no Domínio das Literacias, proposta essa que obteve acolhimento favorável no Conselho Pedagógico da ESCT mas que ainda aguarda pela sua concretização.

O percurso trilhado para a Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo a partir de 2009 teve, seguramente, obstáculos, erros de estratégia e alguns equívocos mas não deixou de transformar radicalmente a forma como a comunidade escolar e a comunidade local passaram a observar o trabalho naquela desenvolvido.

Um pequeno filme produzido em finais de 2009 - bem como o antigo blogue da BECRE - são bem o testemunho disso mesmo!


Quando se completar o segundo ciclo de 4 anos após a publicação da portaria 756/2009, certamente que o balanço do caminho percorrido reforçará ainda mais a célebre frase de António Machado (1875-1939):

«O caminho faz-se caminhando!»

A todos os alunos, professores e assistentes da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo...
Votos de um bom ano letivo!