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13 de novembro de 2014

Marcos Cohen, designer gráfico: o regresso!
BECRE XXI quinta-feira, novembro 13, 2014 0 comentários

Marcos Cohen, designer gráfico e autor da IdV (identidade visual) e da sinalética da BECRE, estará amanhã na biblioteca escolar da ES Cacilhas-Tejo para a segunda sessão do programa "Encontros" (Área Multiusos, 11:50 horas).
Tendo frequentado o curso profissional de design gráfico entre 2007 e 2010, Marcos Cohen prosseguiu a sua formação e hoje, como designer gráfico, dar-nos-à a possibilidade de conhecer o seu percurso criativo posterior á sua passagem pela ES Cacilhas-Tejo.

Será, por certo, um momento muito especial para Marcos Cohen, para a Biblioteca Escolar e para a ES Cacilhas-Tejo em geral: para os seus antigos professores e para os novos alunos de design gráfico.

Para já conheçamos o seu curriculum vitae
- apresentado de forma original e criativa -
e o seu portfolio.


Portfolio


10 de novembro de 2014

CP Design Gráfico e CP GPSistemas Informáticos - a interação desejada
BECRE XXI segunda-feira, novembro 10, 2014 4 comentários


Na passada quinta feira, alunos do 3º ano do curso de Design Gráfico apresentaram alguns dos seus projetos já deste ano letivo, nomeadamente a construção de propostas alternativas para sites oficiais de SPAs realmente existentes.
Emulando as condições e os desafios que encontrarão no momento de apresentação pública das suas Provas de Aptidão Profissional (PAP), os alunos contaram com a presença de um "júri", constituído pelos professores Paula Penha e César Torres, e de uma "amiga crítica" do curso profissional de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, a professora Marisa Sampaio, que acompanhou os seus alunos do 3º ano igualemente presentes.


Para além das vantagens do "treino" para o desafio final, a atividade foi enriquecida com as intervenções e comentários dos alunos de um curso diferente mas com os quais os alunos de Design Gráfico poderão claramente aprender. E vice versa...





5 de novembro de 2014

«A biblioteca escolar do séc. XXI»* segundo Lourense H. Das
BECRE XXI quarta-feira, novembro 05, 2014 0 comentários

"Os desenvolvimentos revolucionários em educação e tecnologia, a mudança de atitude dos alunos em relação à aprendizagem e ao “pensamento económico” contemporâneo têm um impacto enorme nas bibliotecas escolares. A questão problemática colocada anteriormente não é de resposta difícil.


Sim, precisamos das bibliotecas escolares e de professores bibliotecários porque existe prova irrefutável quanto ao impacto das bibliotecas na aprendizagem, nos resultados educativos do aluno e, através deste, na sociedade e no desenvolvimento económico. Necessitamos de bibliotecas escolares fortes, com um bibliotecário escolar que seja agente dinâmico no processo de aprendizagem do aluno e no seu sucesso educativo. Existe um desafio real em jogo, não apenas para os professores bibliotecários, mas também para os gestores escolares, decisores e políticos.

Temos constatado qual o efeito da nova aprendizagem e tecnologia nos alunos. Cada vez mais estes decidirão por si como e onde aprender. Os desenvolvimentos tecnológicos oferecem numerosas possibilidades. Para além disto, a investigação também nos mostra aquilo que os alunos mais gostam relativamente à sua biblioteca - a possibilidade de encontro num ambiente agradável; para os alunos, a biblioteca escolar é um espaço social que potencia o trabalho individual ou em grupo, a troca de informação, ideias e conhecimento e o local onde podem confiar na orientação e apoio que lhes é oferecido pela equipa da biblioteca escolar.

A investigação conjunta baseada na evidência de dados mostra-nos que as bibliotecas escolares oferecem valor acrescido: contribuem significativamente para a melhoria do sucesso educativo dos alunos.

Para conseguir este objectivo necessitamos de uma visão clara (Das, 2007) acerca da biblioteca escolar para o séc. XXI.

Nesta perspectiva, a biblioteca escolar é mais do que uma sala com livros e serviços: é uma função na escola. Para executar esta função, a biblioteca escolar precisa de usar todas as novas tecnologias e de se antecipar face às novas concepções educacionais, tais como o e-learning e o m-learning. A biblioteca escolar não é apenas um centro de aprendizagem e conhecimento para os alunos, mas também o é para os professores, pessoal não docente, estruturas de gestão e, possivelmente, para os pais. Esta é o portal – físico e virtual – para todos os recursos e serviços. A nova função da biblioteca escolar pode descrever-se como “uma biblioteca escolar sem fronteiras”, uma vez que possibilita acesso permanente, a partir de qualquer ponto. Pode ser implementada de diferentes formas e, por conseguinte, garante soluções à medida para as escolas, a nível individual, aplicações inovadoras em NTIC e em concepções educacionais.

A biblioteca escolar não só estimula, potencia e facilita mas também promove a aprendizagem. Nesta biblioteca, o conteúdo importa mais do que tudo! E isto não se consegue exclusivamente com livros e computadores.

Esta biblioteca antecipa-se aos desenvolvimentos actuais e oferece numerosas possibilidades de cooperação com um vasto número de parceiros: escolas, bibliotecas públicas, museus, e outros, mas sempre tendo como ponto de partida a escola e o seu objectivo educativo. 

Esta é uma biblioteca escolar que oferece um conjunto alargado de recursos, físicos e virtuais, serviços e numerosas possibilidades para trabalhar e estudar, tanto individualmente como em grupo. É uma biblioteca onde a leitura é acarinhada e fomentada e o desenvolvimento da literacia da informação é vital. É uma biblioteca que evoluiu de “just a library” para um centro de aprendizagem e conhecimento que oferece a base para a aprendizagem ao longo da vida.

O aluno actual deseja ser o “capitão” da sua própria aprendizagem. Mas isso implica a sua orientação nesta viagem da informação. O professor bibliotecário é o guia que tudo fará para que o aluno chegue a bom porto. Se tal acontecer, a biblioteca escolar provará, sem qualquer dúvida, ser a identidade fulcral da aprendizagem, em pleno séc. XXI e no futuro."

Lourense H. Das
(Diretora da IASL Europe)

* Excerto do texto «Bibliotecas Escolares no século XXI: à procura de um caminho», publicado pela Rede de Bibliotecas Escolares na Newsletter n.º 3. Disponível em linha em http://www.rbe.min-edu.pt/news/newsletter3/bib_sec_21.pdf .


26 de outubro de 2014

«Nós nas Bibliotecas» III - A Biblioteca escolar: comunicação, valor social e eco literacia
BECRE XXI domingo, outubro 26, 2014 0 comentários


Uma das grandes apostas da BECRE desde 2009 tem sido a comunicação com os seus utilizadores, quer fisicamente nas instalações da biblioteca quer na Internet, via endereço eletrónico (para marcações de recursos/espaços/atividades e geral), acedendo ao blogue e/ou à página oficial na rede social Facebook.

O atendimento aos utilizadores é feito por assistentes com formação, existe uma equipa de professores colaboradores que apoiam diretamente os alunos e existe um clima favorável ao trabalho e à aprendizagem. O afeto e a entreajuda são vivenciados diariamente. A ligação à comunidade local , percecionada como de importância base (Denis Hickel, oficina “Eco literacia”), é potenciada com a existência da Área “O Farol” (associação cívica local) junto à dupla estante “Fundo Local”. A própria biblioteca tem impacto local, valorizado pelo facto da escola oferecer cursos em regime de ensino noturno e por ter, no passado, colaborado com o então Centro Novas Oportunidades de Cacilhas.

Ultimamente, a BECRE tem sentido os efeitos da “desvalorização do valor simbólico da educação” (José Pacheco Pereira): o caso de Évora (Cláudia Sousa Pereira) é igualmente paradigmático.

São evidências do “valor social” da educação e da biblioteca escolar, testemunhos de descoberta da poesia (“O prazer de ler”, 2009-2013), da escrita (Blogue, 2009-2013) ou do fascínio pela arte. Será importante o regresso do ex-aluno autor da identidade visual e da sinalética da BECRE e o seu Encontro com alunos dos cursos de arte. Ou o do jovem advogado e ex-aluno da escola, autor de um primeiro livro de poesia…

Tal como Bruno Eiras (RBM Oeiras) e Helena Caetano (RBM Torres Novas) mas à escala e com as especificidades de uma biblioteca escolar, a BECRE reconhece a existência dos seus “papéis sociais” e os seus profissionais enfrentam constantemente a sensação de, potencialmente, poderem “ir mais além”, a partir de um reconhecimento pela comunidade mas igualmente dos obstáculos em a mobilizar de forma mais consistente. O reforço da identidade da biblioteca escolar e a comunicação vão seguramente ser reforçados a partir da intervenção de Paulo Leitão, cujo mérito foi clarificar de forma radical os equívocos que os bibliotecários cometem neste âmbito: a normalização de como é comunicada a informação é uma prioridade sob atenção e o reforço da identidade da BECRE é estratégica.

A oficina “Eco literacia” de Denis Hickel apresentou um diagnóstico preocupante do desequilíbrio entre os recursos naturais e o consumo humano, na lógica de uma sociedade carbono dependente; e propôs uma conceção ecológica do mundo, do lugar da pessoa humana, de escola e de intervenção pedagógica.

O reforço do sentido de comunidade (local) – uma biblioteca escolar pode estimulá-lo – e da consciência da interligação inerente de indivíduos, comunidades, sistemas – recusando a “Era da Separação” (Denis Hickel); também responde à pergunta inicial de Pacheco Pereira:

“Estará na biblioteca a resposta para os males do mundo?”

Seguramente que poderá ser a biblioteca o local para a informação, a interrogação, a pesquisa, a construção de soluções e alternativas e … o reforço da consciência ecológica e da noção de comunidade, no tempo e no espaço.

Como disse Denis Hickel, o léxico ecológico é constituído por “palavras e ideias” e a sua perceção, “ajuda as pessoas a viver com elas”. Sempre pareceu aos professores bibliotecários que a biblioteca poderia ser “uma espécie de paraíso”. E por isso mesmo todos sabem que apenas estão...

21 de outubro de 2014

Escola Inclusiva
BECRE XXI terça-feira, outubro 21, 2014 0 comentários


No quadro da equidade educativa, o sistema e as práticas educativas devem assegurar a gestão da diversidade, do que decorre a aplicação de medidas diferenciadas que promovam o acesso e sucesso a TODOS.

Deste modo, a Escola Inclusiva deve ser capaz de proporcionar uma educação de qualidade a TODOS os seus alunos. Responder ao desafio da grande heterogeneidade de alunos é pois um ponto de ligação entre a tarefa de trabalho com TODOS – Inclusão – com o objetivo de dar o necessário a TODOS – Equidade -.

Custódia Cunha
(Educação Especial ESCT)

18 de outubro de 2014

«Nós nas Bibliotecas» II - A Biblioteca escolar: mediação, literacias e o primado da “criatividade sobre a mera reprodução”
BECRE XXI sábado, outubro 18, 2014 0 comentários


Acredito nos méritos do trabalho em equipa e na mobilização de pessoas, objetivos, vontades, sonhos …
Nos meus múltiplos momentos/tipos de mediação, um dos mais complexos é o que ocorre na Área Internet, na utilização dos meios tecnológicos (equipamentos, plataformas de produção e partilha de informação, redes sociais). Reconheço o diagnóstico feito por João Paulo Proença – “alunos pouco autónomos” numa “sociedade hiper protetora, complexa e competitiva”. Acrescentaria que o ritmo e natureza da “revolução digital” induz a biblioteca escolar a “habitar na dúvida” e a procurar soluções focalizadas para necessidades de grupos de utilizadores específicos, o que se tem revelado crescentemente complexo e difícil.

As opções de gestão dos espaços e equipamentos das Áreas TIC e Leitura (ver planta BECRE, disponível em http://becrexxi.blogspot.pt/2014/09/becre-2014-2015-reconfiguracao.html), a produção de guiões disponíveis em linha ou, num futuro próximo, a realização de uma série de workshops (literacias digitais e visuais) destinado a grupos de alunos; são medidas que se cruzam com outras intervenções mais imediatas, em que se misturam frequentemente afetos e emoções perante o “novo”, um “novo processo” ou uma “nova descoberta”. Outra medida de futuro próximo é a abertura de uma secção em BECRE XXI para blogues, dando continuidade à publicação de trabalhos de alunos e artigos de professores.

Permanece uma evidência: “a literacia digital é um dos serviços mais desafiadores da função social de qualquer biblioteca” (Luísa Alvim), sobretudo o combate contra a autorreprodução iliterata, na temática, no conteúdo e na forma. A articulação BECRE/Departamento de Artes Visuais – na programação de atividades de contacto com criativos, na mobilização de recursos para projetos/participação em concursos ou na exposição física e/ou virtual de trabalhos; e a participação em “Sete dias com os media” são práticas que procuram estimular a criatividade dos alunos, em atividades que envolvem o livro e a leitura.

Aliás, na sequência do desafio aos alunos em 2009 e que produziu a identidade visual da BECRE (disponível em http://becrexxi.blogspot.pt/2014/09/identidade-visual-da-biblioteca-da-es.html) e a sinalética da Área Leitura; essa articulação irá completar o processo com a produção de representações gráficas para os ciclos de atividades: Encontros, CineArte, Workshops, Escritor do Mês, Exposições. As literacias visuais serão, após a comunicação de Adriana Batista, ainda mais uma prioridade.

«A biblioteca escolar é o lugar físico e virtual da escola onde se desenvolve a leitura, investigação, pensamento, imaginação, descoberta e criatividade que são centrais para a jornada de transformação de informação em conhecimento e crescimento pessoal dos alunos»
Ross Todd, trad. João Paulo Proença

Este é o conceito assumido na BECRE e o seminário reforçou-o, proporcionando-me perspetivas complementares sobre a biblioteca escolar como estrutura de mediação na promoção das literacias digitais; e na formação de cidadãos conscientes, críticos e criativos porque informados.

... continua ...

12 de outubro de 2014

«Nós nas Bibliotecas» I - O professor-bibliotecário enquanto “soldado na linha da frente da civilização!"
BECRE XXI domingo, outubro 12, 2014 0 comentários

O seminário “Nós nas Bibliotecas”, realizado em Torres Novas (Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes) a 3 e 4 de outubro de 2014; foi uma excelente e profícua ocasião para refletir sobre temáticas nucleares que se colocam à educação, às escolas, às bibliotecas escolares, aos professores e, por inerência, aos professores bibliotecários.


Na qualidade de professor bibliotecário (ES Cacilhas-Tejo), interessava-me, à partida, que a articulação entre a excelência dos oradores convidados, a pertinência das temáticas previstas e os desafios que diariamente me confronto - efetivamente, “estamos a viver tempos de revolução” (Manuela Silva, RBE); proporcionassem momentos de reflexão, de partilha de ideias geradoras de pensamento crítico e de “consciência crítica” de caminhos já trilhados.

O (múltiplo) significado de “Nós nas Bibliotecas”…
Nós - os protagonistas
Nós - em rede
Nós - os problemas a resolver
Revelou três áreas de reflexão sobre a biblioteca escolar da ES Cacilhas-Tejo (BECRE) e sobre os diferentes papéis do professor bibliotecário:

1. O professor-bibliotecário enquanto “soldado na linha da frente da civilização! “ (José Pacheco Pereira) que deve procurar “habitar na dúvida” (Jorge do Ó).
No atual contexto de “permanente revolução digital”, como professor bibliotecário, enquanto “soldado na linha da frente da civilização“ o professor bibliotecário enfrenta três grandes desafios:

* o processo de “apagamento da memória pré-digital” – bem evidente nas estatísticas de utilização diária da BECRE, com primazia para a Área Internet;
* a frágil e pontual consciência da necessidade de validar criticamente o que é “visível/comunicado pelos media” ou que “está na Internet” – com repercussões na qualidade dos trabalhos escolares produzidos (seleção e tratamento da informação), razão de queixa dos professores e de procura de ajuda por alguns alunos.
* a frágil e pontual consciência de a tecnologia ser apenas um mero instrumento e não a “realidade/fim em si mesmo” – desvalorizando-se, em contexto de trabalho escolar, o processo de conceção/execução em favor do produto final, frequentemente pouco criativo e pessoal.

Desde 2009, a BECRE possui uma estratégia de interação físico/virtual, analógico-suporte livro/digital, através da articulação entre blogue (BECRE XXI, disponível em http://becrexxi.blogspot.pt/), rede social (FACEBOOK/Biblioteca da ES Cacilhas-Tejo, disponível em https://www.facebook.com/becrexxi) e Exposições Bibliográficas, realizadas em área específica da BECRE; pela mobilização de diferentes tipos de recursos (do fundo documental ou de coleção externa) para atividades de iniciativa própria ou de professores/alunos; ou em sessões de exploração, por parte de novos alunos/adultos, dos espaços da biblioteca, das suas áreas e serviços e do seu fundo documental.

As intervenções de Pacheco Pereira e Jorge do Ó reforçaram a minha perceção sobre este processo marcadamente ideológico. Permanece a dúvida sobre como ultrapassar o presente retrocesso civilizacional que constitui a “desvalorização do valor simbólico da educação” (José Pacheco Pereira) e do seu valor social. Este retrocesso evidencia-se no triunfo da “reprodução controlada” em detrimento da criatividade como fruto da curiosidade. Ter consciência desse retrocesso e combatê-lo é um dever de um professor bibliotecário.

... continua ...

24 de setembro de 2014

IDENTIDADE VISUAL DA BIBLIOTECA DA ES CACILHAS-TEJO
BECRE XXI quarta-feira, setembro 24, 2014 0 comentários

No ano letivo de 2009-2010, os alunos do 3º ano do Curso Profissional Técnico de Design Gráfico desenvolveram propostas para identidade visual da BECRE, no âmbito da disciplina de Design Gráfico e sob orientação da professora Lúcia Inácio. Os projectos foram desenvolvidos e no final foram apresentadas propostas de identidade visual. A proposta então selecionada foi desenvolvida pelo aluno Marcos Cohen, igualmente autor da IdV adotada em 2007.


No início do presente ano letivo, a professora Paula Penha amavelmente se disponibilizou para desenvolver, em formatos diferentes, a identidade visual da BECRE, conforme a seguir se apresenta*.

  


  

     







A Marcos Cohen e à professora Paula Penha, endereço os meus agradecimentos por acreditarem no trabalho colaborativo com resultados que, pela sua qualidade, persistem em permanecer.

* As várias versões da IdV só poderão ser utilizadas pela equipa BECRE em situações oficialmente validadas pelo professor bibliotecário. Poderão ainda ser utilizadas por outras estruturas e/ou serviços da ES Cacilhas-Tejo, dando conhecimento por email para becre.esct@gmail.com.
A utilização por entidades, estruturas, serviços... exteriores à ES Cacilhas-Tejo carece de pedido de autorização, igualmente endereçado para becre.esct@gmail.com e o qual será respondido no prazo máximo de 3 dias úteis.

11 de setembro de 2014

CALENDÁRIO ESCOLAR 2014-2015
BECRE XXI quinta-feira, setembro 11, 2014 0 comentários

Divulga-se o calendário escolar para o ano letivo de 2014-2015.

Na ES Cacilhas-Tejo...

* 15 de setembro de 2014 - Receção aos alunos do 10º ano
* 16 de setembro de 2014 - Início das aulas para todos os anos dos cursos diurnos e noturnos.
* 05 de junho de 2015 - Encerramento das aulas para os 10º, 11º e 12º ano (cursos científico-humanísticos).




Fontes:

2 de setembro de 2014

NÓS, OS HUMANOS, SOMOS SERES FRÁGEIS
BECRE XXI terça-feira, setembro 02, 2014 0 comentários


Dizia em meados do século passado o pedagogo Delfim Santos: «De todos os seres viventes, o menos inicialmente dotado para persistir é o homem.» Daí concluía o caráter imprescindível da educação e a importância dos «cuidados dos próximos» para a formação e desenvolvimento da humanidade dos humanos — uma tarefa infinita, imperfeita, persistente, pois o homem é «um ser que tem de fazer-se e a todo o momento refazer-se.»

É, portanto, o homem um ser de cultura e um ser social. Mas, a sociedade o que é? Uma comunidade de pessoas ou um conjunto de indivíduos mais ou menos isolados? É que na noção de pessoa está presente alguém que é portador «dos valores sociais do homem, porventura pouco úteis a determinado tipo de vida, mas sempre úteis como expressão de humanidade.» São ainda palavras de Delfim Santos, das quais retirava a ideia de «escola como oficina da personalidade».


Neste contexto, a cidadania implica a assunção de direitos mas também de deveres. É um ponto que, por exemplo, a filósofa Victoria Camps sublinha: «É necessário ter sempre presente a sábia observação de Terêncio: o indivíduo realmente humano é o que considera que nada de humano lhe é alheio, o que se sente obrigado em relação aos outros por deveres de justiça.»

Deveres de justiça, deveres de humanidade, e o dever maior de cumprir a nossa tarefa à face da terra, para se poder dizer: «Sim, valeu a pena. Ser preso por causa das nossas convicções e estar preparado para sofrer por aquilo em que se acredita valer a pena. É uma conquista para um homem cumprir o seu dever na terra independentemente das consequências.» (Nelson Mandela)

E o dever de uma pátria e de um povo se cumprirem ― foi o que aconteceu há 40 anos em abril, nesse dia em que, no dizer de António Borges Coelho, «a estrela da manhã brilhou e, livres, cantámos a terra da fraternidade.»

Um dia em que educar se revelou também ser «a arte de fazer falhar o sistema educativo a que se foi submetido.» (João dos Santos)

Um dia em que a política mostrou poder ser um exercício coletivo da cidadania.


Não, a sociedade não é um conjunto de indivíduos; é uma comunidade de pessoas.
Não, o «povo não é um qualquer ajuntamento de homens congregado de qualquer maneira, mas o ajuntamento de uma multidão associada por um consenso jurídico e por uma comunidade de interesses.» (Cícero)


São frágeis os humanos. Mas também seres de esperança. Por mais sombrios que sejam os tempos que vivemos ou em que nos querem fazer viver numa guerra não declarada contra Abril e a escola pública, nós trabalhamos todos os dias para nos fortalecer. E para fortalecer a qualidade da estrutura de acolhimento que também é a escola, e do processo relacional aberto de descoberta conjunta da realidade e da vida em que consiste o ato educativo num horizonte de emancipação. Quando, a propósito de um testemunho de resistência e dignidade, um estudante nos escreve que «todos devemos resistir e nunca desistir, devemos sempre manter-nos fiéis a nós próprios e à nossa causa» — é de esperança que se trata.
Na escola a esperança é um trabalho de todos os dias.
Que a nossa escola quer continuar a cumprir.
Pedro Santos Maia

Texto e imagens constantes do Painel ESCT de participação na
«Mostra 2014 - ensino superior, secundário e profissional», organizada pela Câmara Municipal de Almada

18 de agosto de 2014

«DA DIFERENÇA À IGUALDADE» - XVI SEMINÁRIO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE TOMAR
José Fernando Vasco segunda-feira, agosto 18, 2014 0 comentários

“ [...] uma das vocações essenciais da educação do futuro será o exame e o estudo da complexidade humana. Desembocaria na tomada de conhecimento, isto e, de consciência, da condição comum a todos os humanos e da muito rica e necessária diversidade dos indivíduos, dos povos, das culturas, sobre o nosso enraizamento como cidadãos da Terra...” 
MORIN, Edgar (2002).
Os sete saberes para a educação do futuro. Lisboa: Instituto Piaget, p. 66. 

Resultando de uma longa e profícua parceria entre a Câmara Municipal de Tomar e o Centro de Formação Os Templários, o XVI Seminário Regional de Educação abordou a temática “Da diferença à igualdade”. 

Partindo do conceito base de uma escola para todos e do reconhecimento de constituir, hoje e na sua essência, uma soma de parcelas diferenciadas; o seminário organizou-se em torno de três grandes questões: a educação não formal, os direitos das crianças e a multiculturalidade – questões com reflexos imediatos e evidentes na gestão de sala de aula. 

No primeiro painel - Educação não formal - Cristina Vieira (Fac. de Psicologia e Ciências da Educação, Univ. Coimbra) abordou as questões do género (comportamentos sociais expectáveis e reais) e da cidadania, bem como a permanência das estereotipias (ou da “adequação” dos papéis, como resultado dos estereótipos de género e como condicionante das escolhas sociais). 

  Face ao pré conceito/preconceito – “A casa é das mulheres, a rua é dos homens” - há que promover a igualdade de oportunidades, independentemente do sexo biológico; a socialização diferencial de cada um dos sexos, desde muito cedo. O papel da escola e dos professores é essencial. Guiões de suporte ao combate às estereotipias (www.cig.gov.pt) já existem para o ensino básico e, presentemente, está a ser terminado um guião destinado ao ensino secundário. 

Segundo La Salette Coelho (ENED – Gabinete de Estudos para a Educação e Desenvolvimento), o propósito fundamental da escola em formar cidadãos corre o risco de ser remetido para segundo plano face ao objetivo de formar profissionais. Sendo que a ENED tem como missão «promover a educação para a cidadania global», isto é, estimular processos de resposta aos desafios no mundo global; defende, na linha de Marjorie Drake, os seguintes princípios unificadores e pilares: interdependência, cidadania global, reconhecimento da diversidade, a promoção do desenvolvimento sustentável, da justiça social e dos Direitos Humanos; numa estratégia de identificação de perceções, promoção de valores e resolução ativa de conflitos. Defendendo a formação integral da pessoa e um processo de mudança rumo a uma cidadania global responsável e mobilizando instrumentos de luta contra a exclusão, injustiça e desigualdades sociais; a ENED visa centrar no processo de aprendizagem uma estratégia de ação/reflexão (saber ser, saber fazer, saber saber), promover a equidade mais do que igualdade, o auto conhecimento e a empatia, a adaptabilidade ao contexto e a abertura ao conhecimento do outro. Como disse Boaventura Sousa Santos, “Tenho direito de ser igual quando a diferença me inferioriza. Tenho direito de ser diferente quando a igualdade me descaracteriza”. A AidGlobal, representada por Susana Damasceno, defendeu a ideia de “educar para cooperar”, ou seja, a possibilidade e importância da integração da educação para o desenvolvimento no currículo.

No segundo painel - A promoção dos direitos das crianças - Jorge Varela (ex-presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens das Caldas da Rainha) defendeu que a criança é sujeito de direitos, isto é, titular dos mesmos; o que representa, face ao passado, uma mudança de paradigma. De acordo com a Constituição da República Portuguesa, nos artigos 36º e 69º; e de acordo com o direito comunitário e o restante direito internacional, a Humanidade deve à criança o melhor dos seus esforços, no superior interesse da criança: nomeadamente, na garantia do seu desenvolvimento físico, intelectual, moral, espiritual e social. Defendendo que as CPCJ devem ajudar os pais a proteger as crianças e a garantir-lhes os direitos à vida, nome (dignidade), liberdade de expressão (como sujeitos de direitos), a igualdade jurídica de oportunidades, a brincar, à educação e à proteção. As CPCJ devem pois promover ações de defesa ativa dos direitos e de prevenção dos maus tratos e responder aos casos concretos.
Na relação entre a criança e a Escola, defendeu que o exercício da autoridade pelo professor é um direito inalienável da criança e, logo, um dever do professor. Argumentou ainda em torno de não ter sentido um Estatuto do Aluno, porque existem alunos na sua imensa diferença: “só quando formos todos diferentes é que seremos todos iguais.”

No terceiro painel - multiculturalidades na Escola - Cristina Milagre (Alto Comissariado para as Migrações), defendendo uma escola intercultural afirmou que “desocultar a diversidade já é valorizá-la”. Para ajudar os professores e as escolas a promover ativamente a interculturalidade, elaborou-se um “Guia de avaliação de Práticas de Educação Intercultural”, um instrumento crítico que aponta desafios e pistas, questiona práticas e promove um balanço crítico. Sendo a interculturalidade uma opção deliberada de gestão e estando prevista no Projeto Educativo (intencionalidade coletiva) de uma escola, o apoio do ACIDI/ACM - bolsa de formadores, Kit intercultural Escolas e atribuição de Selo Escola Intercultural – visa incentivar a recolha sistemática de dados, a avaliação sistemática de práticas, o processo de monitorização de resultados escolares dos alunos de minorias culturais, o estabelecimento de medidas de apoio, a valorização da língua materna dos alunos e da diversidade religiosa, a promoção de rotinas de acolhimento, da participação dos pais; a intervenção de mediadores interculturais e/ou linguísticos, a adoção de uma linguagem inclusiva e não estereotipada e de estratégias e instrumentos de combate aos estereótipos; de modo a que diversidade cultural se reflita no esquema de representação social. Os programas de intervenção residem em 4 opções estratégicas: a educação para a diversidade cultural e para todos, a educação para o sucesso educativo das minorias, a educação antirracista e a educação sistémica.

Sílvia Moreira, do Programa Escolhas (Tomar, “O Rumo Certo”) exemplificou casos de intervenção junto de jovens de meios desfavorecidos, através de cinco linhas de atuação/programas: I - Escolhas na Escola - coadjuvação de expressões; II - Formação profissional e estratégias de procura ativa de emprego; III - Dinamização comunitária; IV - Inclusão digital; V - Empreendedorismo e capacitação. Ana Raquel Simões (Universidade de Aveiro) defendeu a aliança entre a educação para a multiculturalidade e a educação em línguas nas escolas (“de um mundo a preto e branco a um mundo colorido“). Na sua opinião, as línguas podem contribuir para a desconstrução dos preconceitos: “a língua portuguesa plural fica sempre mais bonita, parece um sonho...” (Ondjaki) Natália Ramos (Universidade Aberta) relembrou que "aprender a gerir a diversidade cultural é a riqueza das sociedades futuras“ (WOLTON: 2003), na sequência da “Declaração Universal da Diversidade Cultural” (UNESCO: 2001).

Luís Souta (Instituto Politécnico de Setúbal), no âmbito dos 40 anos da Revolução de Abril, procedeu ao balanço da educação multicultural em 4 andamentos, a saber: 1. Antes do 25 de Abril; 2. Abrir os braços - Roberto Carneiro (transformação top-down): consagração da diversidade linguística, programas, base de dados, diversidade religiosa, formação superior para a educação intercultural e “Recomendação 1/2001” do CNE; 3. EB competências essenciais (retórica). Comissão para as minorias étnicas; 4. 2011-... mudança na Europa - à direita volver: “o multiculturalismo faliu” (MERKEL: 2010); referendo na Suíça; Sarkozy (“uma comunidade nacional, quem não quiser não é bem vindo”); deportação da estudante kosovar; nomeação de primeiro-ministro xenófobo, em França.

Luiza Cortesão, refletindo sobre diversidade cultural e educação, citou José Francisco Soares (2005): “a proficiência escolar tem género, cor e é distribuído de forma desigual entre as regiões do país e as redes de ensino.” Maria do Carmo Vieira da Silva deu “a voz aos alunos” de modo a obter a sua perceção sobre a multiculturalidade: “conhecer culturas novas nunca fez mal a ninguém!” 

O XVI Seminário Regional de Educação foi uma excelente oportunidade para uma reflexão conjunta sobre o papel da escola na sua função mais nobre: a promoção da equidade e da liberdade enquanto condições base essenciais para o integral desenvolvimento humano, individual e social. Apesar de no atual «quarto andamento» (Luís Souta) o nobre princípio de defesa da multiculturalidade/ interculturalidade estar ameaçado pela ideologia e práticas políticas dominantes, negar a existência da diversidade é negar o potencial da espécie humana. Combater os preconceitos e reconhecer e valorizar as minorias étnicas, culturais ou linguísticas é uma das tarefas essenciais da educação do século XXI, em direção a uma antropo-ética (MORIN: 2002). 
Em jeito de conclusão – e reafirmando os princípios e valores da educação para a multiculturalidade/ interculturalidade como por mim já adotados há muitos anos; “é muito importante que a liberdade, na Educação como no resto da vida política, social, cultural e económica, se viva respeitando a justiça, a equidade no tratamento dos cidadãos de acordo com as suas necessidades específicas…” (GUINOTE: 2014).
Lisboa, 12 de maio de 2014.

NATIVOS DIGITAIS VS. IMIGRANTES DIGITAIS - UMA FALSA OPOSIÇÃO
José Fernando Vasco segunda-feira, agosto 18, 2014 0 comentários


“O Conhecimento será determinante no aproveitamento da conectividade […] O Conhecimento constituirá o factor-chave na interpretação e no uso da informação […] O Conhecimento implicará a existência de cidadãos melhor preparados […] O carácter estratégico do Conhecimento implica que se vá muito mais longe na preparação das pessoas […] durante toda a vida.”


Junqueiro, Raul (2002). A idade do conhecimento. Lisboa: Editorial Notícias, p. 26.

Nos inícios da segunda década do século XXI e após vinte anos de “revolução silenciosa” (Junqueiro: 22), importa continuar a reflectir sobre os fortes impactos da mudança de paradigma que a “revolução digital” trouxe para as sociedades contemporâneas sem que, com tal desiderato, tenhamos uma postura catastrofista ou ilusória perante as tecnologias da informação e da comunicação.

A propósito da discussão em torno de uma oposição entre gerações – a analógica e a digital; entre uma geração de “nativos digitais” que, pretensamente, lidam com as novas tecnologias de forma tão natural como no “acto de respirar”, e uma geração originalmente analógica e que, com menor ou maior dificuldade, tem procurado integrar-se na nova “idade do conhecimento (Junqueiro: 29); torna-se necessário evitar uma postura de menosprezo do problema e, simultaneamente, evitar cair naquilo que David Justino denuncia: o “fascínio pela tecnologia [que] pode rapidamente transformar-se numa ilusão.” (Difícil é educá-los, 2010, p. 83)

Educadores, professores, pais e cidadãos em geral, nascidos nas décadas de 50 e 60 do século XX espantam-se, nos dias de hoje, com algumas demonstrações – ainda que básicas – de competências digitais que as gerações mais novas revelam: espantam-se com o número de “amigos” no MSN ou no Facebook, a rapidez e o número de SMS enviados diariamente pelos “nativos digitais”, as destrezas e a apetências por jogos online e/ou em consolas, etc.

Contudo, estas evidências, se incontestáveis, mais não são do que a superfície de um problema nuclear das sociedades (e da educação) contemporâneas.

Importa, pois, aprofundar a análise para se perceber que a emergência de novas estruturas económicas, políticas, sociais, culturais e, até, mentais, que a globalização e o advento do digital impulsionaram. Trata-se do desafio maior da qualificação humana, num mundo em que produtividade e competição são valores chave para o desenvolvimento.

É precisamente nesta questão que se deve centrar a discussão pré-anunciada no título desta intervenção. Considero que a oposição “nativo digital versus imigrante digital” é uma falsa questão que a simples observação da realidade revela.

Em primeiro lugar, nem todos os que nasceram na década de 90 têm por adquiridas as competências essenciais e estruturantes no que à manipulação das tecnologias da informação e comunicação concerne. Basta observar atentamente os utilizadores-alunos da biblioteca escolar que dirijo para perceber que existem lacunas gerais da sua formação que, claramente, são inibidoras da sua integração bem sucedida na “sociedade do conhecimento”.

Regra geral, a sua utilização das TIC apresenta-se a um nível consideravelmente básico. Navegam na internet para encontrar informação mas revelam dificuldades sérias na sua selecção e avaliação. Utilizam programas de apresentação digital ou de processamento de texto, mas desconhecem no geral como maximizar (em termos de estruturação, estética e eficácia na comunicação) o potencial dessas ferramentas. Usam o SMS, Twitter ou outras ferramentas de comunicação curta e imediata mas, no geral, não se apercebem da existência de “ruído” por eles próprios gerado, em prol da velocidade e imediatismo no próprio acto de comunicar. Adoram jogos online e consolas mas raramente os utilizam em contextos de aprendizagem, sobrepondo-se a estes o lazer puro. Surpreendentemente ou não, não são os principais utilizadores de redes sociais – como o Facebook – conforme estudos recentes em Portugal o demonstraram. E, sobretudo, muitos desses utilizadores-alunos, tal como muitos dos seus professores, ainda não perceberam na sua plenitude que as TIC são ferramentas/instrumentos e não fins em si, ou seja, produtos da “ilusão” perante a tecnologia e o conhecimento: a informação, em múltiplos suportes analógicos e digitais com utilização integrada, deve induzir “a capacidade de produzir nova informação, resultante da elaboração sistemática e racional da primeira” (Justino: 84), isto é, “mais do que aprender a fazer, as aprendizagens têm de orientar-se para o aprender a pensar (Justino: 84), durante toda a vida.

A fraca apetência pela abordagem tecnológica, o receio perante a mudança (é muito mais cómoda a postura sedentária perante a vida e o mundo do que uma postura nómada) e a incompreensão perante todo um novo léxico que a “revolução digital” trouxe para a vida quotidiana; introduziram problemas de integração na sociedade do conhecimento, por parte de gerações mais velhas ou de grupos sociais económica, social e culturalmente desfavorecidos à partida, bem como de muitos e de várias gerações que se deixaram seduzir pela “ilusão” perante a tecnologia.

A info-exclusão é, na minha opinião e em sociedades onde não se queira perder o valor da equidade, o desafio maior da “sociedade do conhecimento”. Aqui, o problema não reside apenas nos resistentes do “mundo analógico” mas, sobretudo, numa nova fase da/de (r)evolução da Humanidade, na necessidade de preparação de cidadãos responsáveis e capazes de exercer a(s) nova(s) cidadanias, muito para além da “busca obsessiva da acção” (Justino: 94)

Por isso, a oposição “nativos digitais versus imigrantes digitais” parece-me brutalmente redutora do problema, bem como me parece uma “ilusão” perigosa a proposta de Prensky em colocar o jogo e o recreativo no centro do complexo e difícil processo de aprendizagem e de formação.

Em boa verdade, a busca da compreensão do alcance das transformações que as sociedades contemporâneas têm vivido – e nelas, o papel da educação – talvez ainda necessite de uma abordagem mais “demorada e sublime” que apenas tempo e investigação permitirão.

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Texto publicado originalmente a 14.01.2011 no blogue BECRE

ES CACILHAS-TEJO: UMA ESCOLA NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
José Fernando Vasco segunda-feira, agosto 18, 2014 0 comentários


Reconhecendo a diversidade étnico-cultural da população da área em que se integra e assumindo a sua “vocação social radical” (PEE, 2008-2013), a Escola Secundária de Cacilhas-Tejo (ESCT) define-se como...

Uma Escola na Sociedade do Conhecimento;
Uma Escola integradora, diversificada e respeitadora das diferenças;
Uma Escola participante das dinâmicas locais e regionais;
Uma Escola que prossiga os objectivos de rigor, qualidade e exigência;
Uma Escola disciplinadora e segura;
Uma Escola lugar de produção e extensão educativa e cultural. 

Como Escola de referência a nível local, regional e nacional que pretende ser – e diariamente persegue esse objectivo – a sua missão assenta nos princípios da “Qualidade, Exigência e Rigor e Responsabilidade Cívica” (PEE, 2008-2013).

Uma Escola para todos na sociedade do conhecimento implica a ideia de serviço público de educação que privilegia o conhecimento enquanto construção de informação, reflexão, vivências e afectividades; o entendimento do aluno como ponto axial da educação e a sua aprendizagem como a finalidade e razão de ser última do serviço prestado.

A construção da cidadania pressupõe liberdade, autonomia, consciência cívica e responsabilidade na acção; e esse processo é desenvolvido diariamente na ESCT: na prática lectiva, no desenvolvimento de Projectos, na organização dos serviços e na liderança.

A procura de respostas pedagógicas para as diferentes necessidades dos utentes deste serviço público de educação (alunos dos cursos científico-humanísticos, profissionais, ensino recorrente, adultos dos cursos EFA ou em processo de RVCC) encontra-se na oferta diversificada que a ESCT e o Centro Novas Oportunidades de Cacilhas oferecem.

A inovação pedagógica, com recurso às tecnologias da informação e comunicação e alicerçada em sólidas bases científico-pedagógicas, é evidenciada pelo reconhecimento público de conhecimentos e competências dos alunos que, individual ou colectivamente, têm sido distinguidos em concursos e em exposições de trabalhos, nomeadamente nas áreas das ciências e tecnologias ou do design gráfico.

A articulação com a comunidade envolvente é prioritária na estratégia de planeamento/ acção educativas, seja pela existência de protocolos com associações locais (“O Farol”), na prossecução de projectos que envolvem alunos de outros níveis de ensino (“Projecto de Ciências Experimentais no 1º ciclo”), numa abordagem integradora da realidade intercultural (Projecto “Eu e o Outro – olhares entre culturas” e “Curso de Português para Falantes de Outras Línguas”) ou na orientação escolar e profissional (“Mini-Fórum Estudante”).

A participação dos alunos na vida da escola e a expressão da sua criatividade é apoiada pela Direcção, seja pelo contacto próximo com os delegados de turma, pelo apoio à Associação de Estudantes, a actividades propostos pelos alunos ou pelo desenvolvimento de projectos vocacionados (“Português com Vida”).

A promoção da consciência ambiental e de práticas para uma vida saudável tem sido prosseguida com êxito em iniciativas como “Cacilhas-Tejo Goes Green” ou com o Desporto Escolar (Voleibol, Futsal e Xadrez).

A Biblioteca Escolar (BECRE) organiza-se em função das necessidades de alunos e professores, estabelecendo prioridades e desenvolvendo iniciativas complementares à prática lectiva, organizadoras do acesso à informação e promotoras da construção do conhecimento. 

O reconhecimento interno da excelência do desempenho escolar dos alunos, indutor de boas práticas e atitudes positivas na vida da comunidade, é anualmente consagrado pelas “Notações de Mérito”.

A Escola Secundária de Cacilhas-Tejo projecta-se para o futuro como... 

Escola solidária: espaço de partilha de experiências e valores;
Escola autónoma, responsável e participante das dinâmicas locais e regionais;
Uma Escola‐espaço de formação permanente;
Uma Escola de boas práticas pedagógicas orientadas pelo princípio da exigência.

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Texto constante do painel de apresentação da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo na «Mostra Ensino Superior, Secundário e Profissional 2010», organizada pela Câmara Municipal de Almada; e publicado originalmente a 06.05.2010 no blogue BECRE. Disponível em http://becre-esct.blogspot.com.

ESCOLHA DE UM PARADIGMA EDUCACIONAL
José Fernando Vasco segunda-feira, agosto 18, 2014 0 comentários

Segundo Yves Bertrand e Paul Valois, uma perspectiva sistémica das organizações educativas - «conjuntos de elementos estruturados que visam certos fins determinados pela sociedade, apoiados em estratégias e tácticas» - é o modelo analítico adequado para o estudo das relações entre aquelas e os diferentes tipos de sociedade - e dos efeitos das opções educativas sobre o todo social. Defendem que a mudança operacional, estratégica, ou paradigmática visa, respectivamente, a permanência, a adaptação ou a transformação radical da sociedade.

Segundo os autores, a organização educativa é «um subsistema aberto» e a relação escola-sociedade explicita-se em três campos de análise:
- o campo paradigmático: «transforma em orientações da actividade social, as generalizações e as concepções que englobam uma concepção do conhecimento e das relações entre a pessoa, a sociedade e a natureza, um conjunto de valores e interesses, uma forma de executar e uma significação global da actividade humana.» (Bertrand, Valois: 1994, 21)
- o campo político: «onde se opera a transformação das orientações definidas pelo campo paradigmático em normas, leis e regras.» (Bertrand, Valois: 1994, 21)
- o campo organizacional: campo da «concretização de fins específicos.» (Bertrand, Valois: 1994, 22)

A reflexão sobre os paradigmas socioculturais que exprimem a «acção exercida pela sociedade, a partir da sua actividade, sobre as suas práticas sociais e culturais, através da combinação de cinco componentes: uma concepção de conhecimento, uma concepção das relações entre a pessoa, a sociedade e a natureza; um conjunto de valores e interesses, uma forma de executar e um significado global da actividade humana.» (Bertrand, Valois: 1994, 29); complementa-se com a reflexão sobre a articulação entre os inputs que as organizações educativas recebem da sociedade - o que a sociedade espera delas - e a retro-informação gerada através do questionamento dos modelos e abordagens, práticas pedagógicas e resultados: aí estamos no domínio dos paradigmas educacionais.

Quatro paradigmas socioculturais são colocados para a nossa reflexão:
1. O paradigma industrial - «aplicação da racionalidade científica às actividades humanas e [...] crença no progresso material» (Bertrand, Valois, 1994: 85)
2. O paradigma sociocultural existencial - «criação de uma sociedade centrada na pessoa» que vise «o crescimento e a formação afectiva das pessoas», o que implica a superação da sociedade industrial (Bertrand, Valois, 1994: 40)
3. O paradigma sociocultural da dialéctica social - «visa uma modificação profunda da organização da sociedade» (Bertrand, Valois, 1994: 40), em prol do «ser social».
4. O paradigma sociocultural simbiosinergénico - uma visão simultânea em termos sociais, ecológicos e espirituais, em prol da formação de «novas comunidades» e do «mutualismo não-hierárquico».

Numa opção consciente e criteriosa por um paradigma educacional deverá estar subjacente a reflexão sobre as diversas funções, fundamentais para os fins que qualquer organização educativa deve/escolhe perseguir:
* função epistemológica - forma e modo(s) de conhecimento, de apreensão da realidade, o que implica uma reflexão sobre as oposições ensino vs. instrução, transmissão vs. aprendizagem, e os papéis do aluno e do professor.
* função cultural - modelo de criatividade, de mudança da realidade, da ideia de cultura, pessoa, valores e interesses.
* função política - modelo de tomada de decisões - o que implica uma reflexão sobre as oposições centralização vs autonomia, direcção vs autogestão.
* função económica e social - permanência, adaptação ou transformação societal.

Os autores de «Paradigmas educacionais - escola e sociedades» (1994) identificam cinco paradigmas educacionais que se articulam com quatro paradigmas socioculturais que correspondem a outras tantas visões/tipos de sociedade:
1. paradigma racional (abordagem mecanicista) <-> paradigma sociocultural industrial <-> sociedade industrial: defende o modo de conhecimento racional e a concepção reducionista da pessoa: «o conhecimento é uma imagem objectiva e exterior ao sujeito» (Bertrand, Valois, 1994: 86); a primazia do individualismo e do interesse económico: «a sociedade [...] como um agregado de indivíduos que se comportam de forma individualista»; «inscreve os seres humanos em relações de autoridade»; a «noção de igualdade de oportunidades»; a «competição justa [...] meritocracia [...] concepção de liberdade» (Bertrand, Valois, 1994: 90-91); a transmissão de um saber (conhecimento, valores) predeterminado; a ciência como modelo de conhecimento; a ideia de progresso, sobretudo económico e científico; a adaptação do aluno à sociedade; a instrução.
2. paradigma tecnológico (abordagem tecno-sistémica) <-> paradigma sociocultural industrial <-> sociedade industrial: defende o modo de conhecimento racional e a construção do "ser tecnológico", o desenvolvimento tecnológico e imagem de tecno-criatividade, privilegia o "como " ao "porquê", o predomínio da ciência e da tecnologia, a eficácia no ensino e na aprendizagem, na transmissão dos conhecimentos, verificados empiricamente; privilegia as tecnologias e modos/estratégias de comunicação, os resultados e validação da acção educativa, a desideologização dos problemas, abordados atomizadamente e sob uma perspectiva tecnológica; e encara a educação como ciência - estruturas hierárquicas que garantam a eficácia da aprendizagem; a educação como «metodologia de organização das situações de aprendizagem» (Bertrand, Valois, 1994: 113); o professor como pensador e organizador. Advoga a abordagem sistémica e hipermediatizada.
3. paradigma humanista (abordagem orgânica) <-> paradigma sociocultural humanista <-> sociedade centrada na pessoa: encara o modo de conhecimento (subjectivo e inclusivo) como processo (relações) total do indivíduo e defende uma sociedade centrada na pessoa e no seu desenvolvimento; advoga a primazia da liberdade e da existência subjectiva, isto é, individual, a criatividade subjectiva e a interacção entre as pessoas; critica o autoritarismo; encara o aluno como «agente activo e primeiro do seu processo de aprendizagem, [...] o resultado da interacção entre o aluno e o ambiente» e o professor, na esteira de Rogers (1976), como facilitador e guia, isto é, o "aprender a aprender".
4. paradigma sociointeraccional (abordagem da autogestão pedagógica) <-> paradigma sociocultural da dialéctica social <-> sociedade autogerida: defende o modo de conhecimento dialéctico (experiência <-> cultura <-> pensamento) ; a não separação sujeito/objecto do conhecimento ; a lógica da totalização; a integração da pessoa na sociedade => ser social; a recusa do idealismo, os valores da liberdade, igualdade e justiça e a recusa do autoritarismo, da hierarquia e da opressão; a autogestão educativa/pedagógica, produto/indutora da autogestão política; o aluno deve, pois, constituir-se como analista social em prol de uma ruptura na sociedade/novos sistema de influência/novas forças sociais.
5. paradigma inventivo (abordagem da pedagogia social do autodesenvolvimento) <-> paradigma sociocultural simbiosinergénico <-> novas comunidades: aborda o «macroproblema mundial»,simultaneamente numa dimensão ecológica (Homem <-> Terra), societal (indivíduo <-> indivíduo <-> indivíduo), praxeológica (acção <-> efeito), cósmica (processo de hominização) e espiritual (Indivíduo <-> Todo); defende o modo simbiótico (sujeito#objecto) de conhecimento ; a ciência global da vida, recusando as separações artificiais ; a actividade e a liberdade como motores do progresso histórico e cósmico; a existência de comunidades (mutualismo não hierárquico), não sociedades, onde o indivíduo como holon, integrado num ecossitema, seja um trabalhador-criador, em prol da invenção do futuro; defende a promoção da heterogeneidade e das diferenças <-> simbiosinergia; e a pedagogia social do autodesenvolvimento - saber fazer / saber pensar / saber viver em conjunto / saber partilhar / saber comunicar.

A escolha de um paradigma educacional e de uma abordagem pedagógica implica a opção por um tipo de sociedade. Para os autores, «a educação deve assumir um duplo papel [...:] assegurar, ao mesmo tempo, uma certa permanência da aquisição e uma crítica desta aquisição numa perspectiva de transformação societal.» (Bertrand, Valois, 1994: 254). Apesar de claramente tenderem para a resolução do «macroproblema mundial» através da adopção do paradigma sociocultural simbiosinergénico que pressupõe outra concepção de organização educativa e, mesmo, de aprendizagem muito para além da realidade actual.

Acredito que nenhum destes paradigmas é adoptado e posto em prática de forma pura. Acredito inclusive que, em todas as escolas portuguesas, cada aluno terá já tomado contacto com professores que defendem, de uma forma mais ou menos convicta, mais ou menos militante, diferentes paradigmas educacionais, sobretudo o racional, o tecnológico e o humanista. Se a legislação portuguesa que regulamenta o sistema educativo parece-me adoptar o paradigma humanista, permanecem em número e influência assinaláveis os defensores do paradigma racional e, mais recentemente, os defensores do paradigma tecnológico, agora com novas roupagens e, muitas vezes, outros equívocos.
Os paradigmas socio-interaccional e inventivo permanecem, a meu ver, como verdadeiras utopias mas este último apresenta-nos reflexões interessantes sobre o que poderá vir a ser a educação do futuro e o modo de encarar a aprendizagem e o conhecimento. Talvez necessitemos de um novo paradigma que conjugue vários dos elementos dos paradigmas apresentados por Yves Bertrand e Paul Valois.

Texto publicado originalmente a 27.01.2011 no blogue BECRE e revisto em Agosto de 2014.
Versão original disponível em http://becre-esct.blogspot.com

EDUCAÇÃO PARA OS MEDIA
José Fernando Vasco segunda-feira, agosto 18, 2014 0 comentários


Nos inícios da segunda década do século XXI e após vinte anos de “revolução silenciosa”, importa continuar a refletir sobre os fortes impactos da mudança de paradigma que a “revolução digital” trouxe para as sociedades contemporâneas.
Em sociedades onde não se queira perder o valor da equidade, a info-exclusão é o desafio maior da “sociedade do conhecimento”. Aqui, o problema não reside apenas nos resistentes do “mundo analógico” mas, sobretudo, na necessidade de preparação de cidadãos responsáveis e capazes de exercer a(s) nova(s) cidadanias.
Ou, como defende Edgar Morin (2002) talvez precisemos de encarar o conhecimento não como um "ready made" mas sob critérios de pertinência. Seguramente precisamos de ensinar aos nossos alunos a "condição humana" e a "identidade terrena", de os dotar de ferramentas para lidarem com a "incerteza" - ainda para mais num mundo em acelerada e, muitas vezes, imprevisível transformação e onde a crítica e a autocrítica são tão necessárias.
O vídeo apresentado por RevistaComunicar sobre a temática da "Educação para os Media", do programa Nativos Digitais da RTP2, é um bom contributo para a reflexão e debate na sociedade, no seu conjunto.
Alunos, professores e pais são agentes essenciais nesse debate.

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Texto publicado originalmente a 14.10.2011 no blogue BECRE



9 de agosto de 2014

EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO NO SÉCULO XXI
José Fernando Vasco sábado, agosto 09, 2014 0 comentários

A Escola Secundária de Cacilhas-Tejo (ESCT) defende a formação de cidadãos críticos, conscientes e responsáveis, no âmbito de uma sociedade democrática que promova o desenvolvimento da personalidade humana e o progresso espiritual, moral, social, cultural e económico.

O fomento da autonomia e criatividade do aluno, a defesa da herança cultural, do respeito pela diversidade e pela liberdade intelectual, essencial para o exercício da cidadania, espelha-se na opção por uma oferta educativa diversificada, ao nível de cursos e modalidades de formação que procuram responder a necessidades de uma população escolar heterogénea.

Os cursos de ensino secundário em regime diurno visam a dupla função de prosseguimento de estudos e de preparação para a entrada no mercado de trabalho. Defende-se o rigor científico e o planeamento do trabalho dos alunos que promova a sua criatividade e a aquisição de competências. A oferta formativa para os adultos em regime nocturno visa garantir uma nova oportunidade de formação que garanta o progresso global de cada adulto e da comunidade no seu todo.

Por isso, o conceito de aprendizagem preconizado pela ESCT é o da aprendizagem ao longo da vida. Tal pressupõe, antes de mais, o livre acesso à informação que só se torna verdadeiramente efectivo com o desenvolvimento de competências ao nível da leitura e literacias, da resolução de problemas e de utilização das tecnologias da informação e comunicação. 

São vectores que orientam a prática lectiva, o desenvolvimento de projectos, a orientação de estruturas – como a Biblioteca Escolar – e a missão do Centro Novas Oportunidades:

* a aprendizagem da leitura e o desenvolvimento das literacias;
* o desenvolvimento de competências ao nível da selecção, produção e utilização da informação;
* o desenvolvimento da autonomia na aprendizagem;
* o desenvolvimento da criatividade e do bem-estar pessoal perante a aprendizagem;
* o aprofundamento da cultura cívica, científica, tecnológica e artística.

Ambientes de aprendizagem diversificados e centrados no aluno/adulto defendem o desenvolvimento da personalidade humana. A ESCT procura criar ambientes correctos, positivos e envolventes de aprendizagem, promovendo simultaneamente a noção de pertença e integração na comunidade escolar e o respeito pelos direitos humanos, condições essenciais na formação para a cidadania na sociedade do conhecimento.
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Texto constante do painel de apresentação da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo na «Mostra Ensino Superior, Secundário e Profissional 2011», organizada pela Câmara Municipal de Almada; e publicado originalmente a 04.05.2011 no blogue BECRE. Disponível em http://becre-esct.blogspot.com.