No dia 24 de abril de 2015, pelas 17 horas, foi inaugurado junto ao Centro Cultural Juvenil de Santo Amaro, no Laranjeiro, um Mural Comemorativo da Revolução dos Cravos. Este projeto coletivo foi pintado por alunos das escolas públicas do concelho de Almada, entre os dias 14 e 23 de abril.
O Mural que contou com o apoio do Município de Almada, foi o culminar de um projeto artístico que contou também com a participação de dois trabalhos da nossa escola elaborados pelos alunos do 10º H, pertencentes ao Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais, no dia 21 de abril, e cujo resultado plástico recupera os valores do 25 de Abril através de algumas imagens simbólicas: o primeiro trabalho, tem como tema a ponte da liberdade e da democracia, que a partir de um ponto de referência - Portugal -, se prolonga para o infinito, para o desconhecido futuro.
O segundo trabalho, tem como referência principal o cravo que tem as suas raízes implantadas em Portugal. A partir dele, são lançadas escadas que convidam as pessoas a subir até ao cravo. Alguns conseguem trepar e alcançar os valores de abril; outras nem por isso, caindo e perdendo-se no espaço vazio. Daí o slogan: "conquista a tua liberdade".
Na inauguração estiveram presentes, para além dos alunos da nossa e de outras escolas, os professores envolvidos no projeto, os Diretores das Escolas, e as individualidades camarárias, entre outros convidados.
“O processo de normalização do
mirandês” foi o título da conferência proferida em 20 de abril, na Escola
Secundária de Cacilhas-Tejo (ESCT), pelo linguista José Pedro Ferreira,
investigador no Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada-Instituto de
Linguística Teórica e Computacional (CELGA-ILTEC),
Universidade de Coimbra), a convite da USALMA, em colaboração com a Biblioteca
Escolar da ESCT e com o apoio da Associação 8 Séculos de
Língua Portuguesa.
No começo da sessão, intervieram alguns dos presentes para evocar a personalidade e a obra de Amadeu Ferreira (1950-2015), pai do conferencista e grande impulsionador da normalização do mirandês. A Professora Alexandra Pedro pôde recordar uma palestra realizada em 2010, na ESCT, em que Amadeu Ferreira soube cativar os alunos do ensino regular com histórias, costumes e palavras da Terra de Miranda.
José Pedro Ferreira interveio
logo depois para fazer uma breve contextualização histórico-geográfica do
mirandês, apresentando-o como língua implantada no extremo oriental do distrito
de Bragança e pertencente ao sistema dialetal asturo-leonês. Teceu em seguida considerações
sobre o mirandês na atualidade, facultando dados sociolinguísticos relativos à situação
de diglossia da população mirandesa (existe bilinguismo, mas o mirandês e o
português ocupam âmbitos diferentes, limitando-se o primeiro à vida em família
e no campo), a evolução demográfica (progressiva perda de falantes) e a
presença da língua no currículo das escolas locais. O conferencista definiu ainda
as etapas do processo de normalização do mirandês – de língua ágrafa (sem
tradição escrita), antes de finais século XIX, até aos estudos pioneiros do grande
filólogo que foi J.
Leite de Vasconcelos (1858-1941), os quais marcaram o arranque de um
processo que culminou na atribuição, em 1999, do estatuto de língua oficial em
Portugal. O alargamento da esfera de usos (por exemplo, na Internet) e o aparecimento
de uma literatura cada vez mais diversificada são aspetos a salientar nas
tendências de evolução recente deste idioma.
Os tópicos abordados foram uma oportunidade única para refletir sobre as várias dimensões que
definem uma língua enquanto fator de construção identitária, não deixando de
ter incidência nas próprias representações do passado e do futuro da língua
portuguesa. José Pedro Ferreira conseguiu, assim, despertar o interesse de toda
a assistência, como patenteou a pertinência das várias questões levantadas na
discussão final.
Divulgam-se os dados relativos à avaliação da atividade:
Venho convidá-los para as atividades de comemoração do 25 de abril na nossa Escola. As atividades decorrerão no período de 22 de abril a 4 de maio, com o seguinte programa:
* 22 de abril (15.00)
- Atuação do Coro da ARPIFC
* 22 de abril (15.30)
- Abertura da exposição "25 de abril em Almada" de José Guimarães e da exposição de cartazes de abril dos alunos do 11º ano do Curso Profissional de Design Gráfico.
* 28 de abril (20.30)
- Atuação de Francisco Naia - Cantares de Abril
* 22 de abril a 4 de maio (das 10.00 às 22.00)
- Projeção de "Palavras, Sons e Arte de Abril" (Átrio + BECRE). Exposição "25 de Abril: 41 anos depois" (BECRE)
O mirandês é falado sobretudo pelos naturais de cerca de trinta pequenas localidades do nordeste transmontano. As línguas astur-leonesas, entre elas o mirandês, passam há séculos por uma gradual erosão, quer pelo convívio estreito com o português, quer pelos acentuados movimentos emigratórios, sobretudo nos últimos noventa anos.
Este é o mote para a próxima sessão do programa "Encontros" com José Pedro Ferreira, investigador do Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada da Universidade de Coimbra. A sessão acontecerá na próxima segunda feira - 20 de abril de 2015 - a partir das 17 horas,
No âmbito da visita de estudo realizada no passado mês de fevereiro de 2015 à Sé de Lisboa e ao Castelo de S. Jorge, alunos de Artes Visuais tiveram oportunidade de observar e desenhar motivos do seu interesse.
A referida visita, organizada em contexto das disciplinas de História da Cultura e das Artes e de Desenho A, proporcionou a realização de trabalhos, entre os quais se contam os que agora são publicados.
A família e os seus amigos chegados, um enorme vazio sentirão hoje. Para nós, os admiradores da sua obra poética, fica-nos a excelência das suas palavras e o enorme impacto dos seus poemas. Até sempre, Herberto Hélder! ~~~~~~~~~~~ «Um Quarto Dos Poemas É Imitação Literária»
O mostrengo
que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
As pessoas sensíveis não são capazes De matar galinhas Porém são capazes De comer galinhas O dinheiro cheira a pobre e cheira À roupa do seu corpo Aquela roupa Que depois da chuva secou sobre o corpo Porque não tinham outra O dinheiro cheira a pobre e cheira A roupa Que depois do suor não foi lavada Porque não tinham outra “Ganharás o pão com o suor do teu rosto” Assim nos foi imposto E não: “Com o suor dos outros ganharás o pão” Ó vendilhões do templo Ó construtores Das grandes estátuas balofas e pesadas Ó cheios de devoção e de proveito Perdoais–lhes Senhor Porque eles sabem o que fazem Fonte: VideoPoesia
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POEMA 4
«Pelo Sonho É Que Vamos»
Poema de Sebastião da Gama
in: «Pelo Sonho É Que Vamos? (1953)
Declamado por Luís Gaspar
Videopoema por José Fernando Vasco feat. Quadrante Digital
Didier Ferreira, ex-aluno ESCT e mestrando de Estudos Portugueses (FCSH-UNL) esteve na BECRE - a 19 de fevereiro e 18 de março de 2015 - para a apresentação do seu livro «O diário poético de um empregado de balcão».
Se na primeira sessão ocorreu para o autor um momento particularmente grato, dado que se tratou do lançamento oficial do seu livro por Esfera do Caos; a segunda sessão foi particularmente elucidativa da eficaz capacidade de comunicação com alunos do ensino secundário diurno.
A 19 de fevereiro e no contexto de IN2TheFuture e do programa «Encontros», a sessão de lançamento do livro foi conduzida pelo próprio editor e por Ermelinda Toscano (Poetas Almadenses, grupo do qual Didier Ferreira fez parte) que apresentou a obra.
da esquerda para a direita: Ermelinda Toscano (Poetas Almadenses), Francisco Abreu (Esfera do Caos) e Didier Ferreira
Com a colaboração de Gertrudes Novais (presidente da SCALA) e de Amélia Cortes (autora de «O silêncio da musa»), Ermelinda Toscano enalteceu a personalidade literária de Didier Ferreira - em construção desde a publicação de alguns versos seus numa coletânea de poetas almadenses.
A assistência composta por atuais e ex-alunos da ESCT, bem como por familiares de Didier Ferreira, contribuiu para uma sessão muito emotiva: todos os presentes queriam proporcionar ao autor um noite inesquecível o que acabou por efetivamente acontecer.
Interessante foi a cobertura por parte da Televisão Popular de Angola e do programa «Gente da Banda» que, antes da sessão começar, entrevistou Didier Ferreira nas instalações da BECRE. Como se poderá verificar, Didier Ferreira não esquece as suas origens: antes as valoriza no seu processo de crescimento enquanto escritor!
A 18 de março e no contexto da Semana da Leitura 2015 («Palavras do Mundo»), Didier Ferreira deu mais um eloquente testemunho do seu percurso e, com as suas palavras, entusiasmou a assistência composta por alunos do 11º ano (Línguas e Humanidades) que não desperdiçaram a oportunidade para colocarem questões muito pertinentes e interessantes.
Lurdes Gomes e Didier Ferreira
A Didier Ferreira uma palavra final:
as portas da ES Cacilhas-Tejo e da sua Biblioteca Escolar (BECRE)
O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.