29 de abril de 2015

«MURAL COMEMORATIVO DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS»
BECRE XXI quarta-feira, abril 29, 2015 0 comentários

No dia 24 de abril de 2015, pelas 17 horas, foi inaugurado junto ao Centro Cultural Juvenil de Santo Amaro, no Laranjeiro, um Mural Comemorativo da Revolução dos Cravos. Este projeto coletivo foi pintado por alunos das escolas públicas do concelho de Almada, entre os dias 14 e 23 de abril.
O Mural que contou com o apoio do Município de Almada, foi o culminar de um projeto artístico que contou também com a participação de dois trabalhos da nossa escola elaborados pelos alunos do 10º H, pertencentes ao Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais, no dia 21 de abril, e cujo resultado plástico recupera os valores do 25 de Abril através de algumas imagens simbólicas: o primeiro trabalho, tem como tema a ponte da liberdade e da democracia, que a partir de um ponto de referência - Portugal -, se prolonga para o infinito, para o desconhecido futuro.


O segundo trabalho, tem como referência principal o cravo que tem as suas raízes implantadas em Portugal. A partir dele, são lançadas escadas que convidam as pessoas a subir até ao cravo. Alguns conseguem trepar e alcançar os valores de abril; outras nem por isso, caindo e perdendo-se no espaço vazio. Daí o slogan: "conquista a tua liberdade".


Na inauguração estiveram presentes, para além dos alunos da nossa e de outras escolas, os professores envolvidos no projeto, os Diretores das Escolas, e as individualidades camarárias, entre outros convidados.

Fotografias da pintura do mural
e inauguração
poderão ser vistas clicando aqui.

Fonte:
ES Cacilhas-Tejo

César Torres
(Departamento de Artes Visuais)

24 de abril de 2015

O mirandês, a segunda língua oficial de Portugal
BECRE XXI sexta-feira, abril 24, 2015 0 comentários

“O processo de normalização do mirandês” foi o título da conferência proferida em 20 de abril, na Escola Secundária de Cacilhas-Tejo (ESCT), pelo linguista José Pedro Ferreira, investigador no Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada-Instituto de Linguística Teórica e Computacional (CELGA-ILTEC), Universidade de Coimbra), a convite da USALMA, em colaboração com a Biblioteca Escolar da ESCT e com o apoio da Associação 8 Séculos de Língua Portuguesa.


No começo da sessão, intervieram alguns dos presentes para evocar a personalidade e a obra de Amadeu Ferreira (1950-2015), pai do conferencista e grande impulsionador da normalização do mirandês. A Professora Alexandra Pedro pôde recordar uma palestra realizada em 2010, na ESCT, em que Amadeu Ferreira soube cativar os alunos do ensino regular com histórias, costumes e palavras da Terra de Miranda.

José Pedro Ferreira interveio logo depois para fazer uma breve contextualização histórico-geográfica do mirandês, apresentando-o como língua implantada no extremo oriental do distrito de Bragança e pertencente ao sistema dialetal asturo-leonês. Teceu em seguida considerações sobre o mirandês na atualidade, facultando dados sociolinguísticos relativos à situação de diglossia da população mirandesa (existe bilinguismo, mas o mirandês e o português ocupam âmbitos diferentes, limitando-se o primeiro à vida em família e no campo), a evolução demográfica (progressiva perda de falantes) e a presença da língua no currículo das escolas locais. O conferencista definiu ainda as etapas do processo de normalização do mirandês – de língua ágrafa (sem tradição escrita), antes de finais século XIX, até aos estudos pioneiros do grande filólogo que foi J. Leite de Vasconcelos (1858-1941), os quais marcaram o arranque de um processo que culminou na atribuição, em 1999, do estatuto de língua oficial em Portugal. O alargamento da esfera de usos (por exemplo, na Internet) e o aparecimento de uma literatura cada vez mais diversificada são aspetos a salientar nas tendências de evolução recente deste idioma. 

Os tópicos abordados foram uma oportunidade única para refletir sobre as várias dimensões que definem uma língua enquanto fator de construção identitária, não deixando de ter incidência nas próprias representações do passado e do futuro da língua portuguesa. José Pedro Ferreira conseguiu, assim, despertar o interesse de toda a assistência, como patenteou a pertinência das várias questões levantadas na discussão final.

Divulgam-se os dados relativos à avaliação da atividade:


Carlos Rocha
(texto)
Mário Neves
(fotografias 1 a 4)
José Fernando Vasco
(fotografia 5 e tratamento estatístico)


22 de abril de 2015

Observação astronómica na ES Cacilhas-Tejo
BECRE XXI quarta-feira, abril 22, 2015 0 comentários


Helena Lança, Ricardo Pequeno
(Departamento de Biologia)

21 de abril de 2015

25 DE ABRIL - 41º ANIVERSÁRIO NA ES CACILHAS-TEJO
BECRE XXI terça-feira, abril 21, 2015 0 comentários

Venho convidá-los para as atividades de comemoração do 25 de abril na nossa Escola. As atividades decorrerão no período de 22 de abril a 4 de maio, com o seguinte programa:
* 22 de abril (15.00)
- Atuação do Coro da ARPIFC
* 22 de abril (15.30)
- Abertura da exposição "25 de abril em Almada" de José Guimarães e da exposição de cartazes de abril dos alunos do 11º ano do Curso Profissional de Design Gráfico.
* 28 de abril (20.30)
- Atuação de Francisco Naia - Cantares de Abril
* 22 de abril a 4 de maio (das 10.00 às 22.00)
- Projeção de "Palavras, Sons e Arte de Abril" (Átrio + BECRE). Exposição "25 de Abril: 41 anos depois" (BECRE)

Margarida Fonseca
(Diretora da ES Cacilhas-Tejo)

Mónica Pereira, Tiago Pinto
(cartaz)

17 de abril de 2015

«Abril e a Liberdade»: a Poesia Vadia regressa ao Chá de Histórias (Cacilhas)
BECRE XXI sexta-feira, abril 17, 2015 0 comentários


Henrique Mota
(O Farol)

O mirandês regressa à Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo
BECRE XXI sexta-feira, abril 17, 2015 0 comentários

O mirandês é falado sobretudo pelos naturais de cerca de trinta pequenas localidades do nordeste transmontano. As línguas astur-leonesas, entre elas o mirandês, passam há séculos por uma gradual erosão, quer pelo convívio estreito com o português, quer pelos acentuados movimentos emigratórios, sobretudo nos últimos noventa anos.
Este é o mote para a próxima sessão do programa "Encontros" com José Pedro Ferreira, investigador do Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada da Universidade de Coimbra. A sessão acontecerá na próxima segunda feira - 20 de abril de 2015 - a partir das 17 horas,

Carlos Rocha
José Fernando Vasco


14 de abril de 2015

[Ainda] No Castelo de S. Jorge
BECRE XXI terça-feira, abril 14, 2015 0 comentários

No âmbito da visita de estudo realizada no passado mês de fevereiro de 2015 à Sé de Lisboa e ao Castelo de S. Jorge, alunos de Artes Visuais tiveram oportunidade de observar e desenhar motivos do seu interesse.
A referida visita, organizada em contexto das disciplinas de História da Cultura e das Artes e de Desenho A, proporcionou a realização de trabalhos, entre os quais se contam os que agora são publicados.

Outros trabalhos publicados no mesmo âmbito podem ser apreciados no artigo «No Castelo de S. Jorge», disponível em http://becrexxi.blogspot.pt/2015/03/no-castelo-de-s-jorge.html.


Ana Costa
[sem título]
2015

Ana Santos
[sem título]
2015

Catarina Marques
[sem título]
2015


Francisca Corte-Real
[sem título]
2015

Mariana Pimenta
[sem título]
2015

Matilde Coelho
[sem título]
2015


24 de março de 2015

Herberto Hélder (1930-2015)
BECRE XXI terça-feira, março 24, 2015 0 comentários


A família e os seus amigos chegados, um enorme vazio sentirão hoje.
Para nós, os admiradores da sua obra poética,
fica-nos a excelência das suas palavras
e o enorme impacto dos seus poemas.
Até sempre, Herberto Hélder!

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«Um Quarto Dos Poemas É Imitação Literária»
Poema de Herberto Hélder
in: Servidões (2013)

Declamado por Fernando Alves
Videopoema por CinePovero2009
Fotografia por Alfredo Cunha

Hiperligação:




Um quarto dos poemas é imitação literária,
outro quarto é ainda imitação mas já irónica e colérica,
outro quarto é das labaredas da inquisição à volta,
outro quarto, o quarto, o que falta, é por causa da
magnificência do mundo
o quinto quarto absurdo é o das quatro patas cortadas,
e o último é ele que olha da montanha onde abriu na 
pedra o seu nome inabalável,
e voltava ao primeiro como se fosse orvalho,
como se fosse tão frio que cortasse até ao osso,
o imo do próprio nome assim metido na pedra,
tanto que ninguém sabia de quem era,
porque ficou todo dentro e não se via de fora:
nem o suor nem o sangue nem o sopro

Fonte:
VideoPoesia

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Disponíveis para consulta na BECRE:





22 de março de 2015

Poemas para a prova de leitura expressiva do Concurso Nacional de Leitura 2015 - fase distrital
BECRE XXI domingo, março 22, 2015 0 comentários


Divulgam-se os quatro poemas que constam da prova de leitura expressiva do
Concurso Nacional de Leitura 2015 - fase distrital.

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POEMA 1

«Liberdade»
Poema de Fernando Pessoa
in: Cancioneiro
VideoPoema por Produções Fictícias/Projeto Voz
Declamado por Raul Solnado

Hiperligação:
Casa Fernando Pessoa


Ai que prazer 
Não cumprir um dever, 
Ter um livro para ler 
E não fazer! 
Ler é maçada, 
Estudar é nada. 
Sol doira 
Sem literatura 
O rio corre, bem ou mal, 
Sem edição original. 
E a brisa, essa, 
De tão naturalmente matinal, 
Como o tempo não tem pressa... 

Livros são papéis pintados com tinta. 
Estudar é uma coisa em que está indistinta 
A distinção entre nada e coisa nenhuma. 

Quanto é melhor, quanto há bruma, 
Esperar por D.Sebastião, 
Quer venha ou não! 

Grande é a poesia, a bondade e as danças... 
Mas o melhor do mundo são as crianças, 

Flores, música, o luar, e o sol, que peca 
Só quando, em vez de criar, seca. 

Mais que isto 
É Jesus Cristo, 
Que não sabia nada de finanças 
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fonte:

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POEMA 2

«O Mostrengo»
Poema de Fernando Pessoa
in: Mensagem (1934)
Declamado por Vítor de Sousa
Videopoema por HomemDeMuge

Hiperligação:



O mostrengo que está no fim do mar 
Na noite de breu ergueu-se a voar; 
A roda da nau voou três vezes, 
Voou três vezes a chiar, 

E disse: «Quem é que ousou entrar 
Nas minhas cavernas que não desvendo, 
Meus tectos negros do fim do mundo?»  
E o homem do leme disse, tremendo: 

«El-Rei D. João Segundo!» 
«De quem são as velas onde me roço? 
De quem as quilhas que vejo e ouço?» 
Disse o mostrengo, e rodou três vezes, 

Três vezes rodou imundo e grosso. 
«Quem vem poder o que só eu posso, 
Que moro onde nunca ninguém me visse 
E escorro os medos do mar sem fundo?» 

E o homem do leme tremeu, e disse: 
«El-Rei D. João Segundo!» 
Três vezes do leme as mãos ergueu, 
Três vezes ao leme as reprendeu, 

E disse no fim de tremer três vezes: 
«Aqui ao leme sou mais do que eu: 
Sou um povo que quer o mar que é teu; 
E mais que o mostrengo, que me a alma teme 

E roda nas trevas do fim do mundo, 
Manda a vontade, que me ata ao leme, 
De El-Rei D. João Segundo!»

Fonte:
VideoPoesia

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POEMA 3

«As Pessoas Sensíveis»
Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen
in: Livro Sexto (1962)

Declamado por SenhoraDonaMorte
Música por SenhoraDonaMorte
Videopoema de Serpente

Hiperligação:





As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
“Ganharás o pão com o suor do teu rosto” Assim nos foi imposto
E não:
“Com o suor dos outros ganharás o pão”
Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoais–lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem


Fonte:
VideoPoesia

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POEMA 4

«Pelo Sonho É Que Vamos»
Poema de Sebastião da Gama
in: «Pelo Sonho É Que Vamos? (1953)

Declamado por Luís Gaspar
Videopoema por José Fernando Vasco feat. Quadrante Digital

Hiperligação:



Pelo sonho é que vamos,

Comovidos e mudos. 

Chegamos? Não chegamos? 

Haja ou não frutos,

Pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.

Basta a esperança naquilo 

Que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,

Com a mesma alegria,
ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos.

Fonte:
VideoPoesia

Didier Ferreira e o seu «Diário poético de um empregado de balcão»
BECRE XXI domingo, março 22, 2015 0 comentários

Didier Ferreira, ex-aluno ESCT e mestrando de Estudos Portugueses (FCSH-UNL) esteve na BECRE - a 19 de fevereiro e 18 de março de 2015 - para a apresentação do seu livro «O diário poético de um empregado de balcão».

Se na primeira sessão ocorreu para o autor um momento particularmente grato, dado que se tratou do lançamento oficial do seu livro por Esfera do Caos; a segunda sessão foi particularmente elucidativa da eficaz capacidade de comunicação com alunos do ensino secundário diurno.

A 19 de fevereiro e no contexto de IN2TheFuture e do programa «Encontros», a sessão de lançamento do livro foi conduzida pelo próprio editor e por Ermelinda Toscano (Poetas Almadenses, grupo do qual Didier Ferreira fez parte) que apresentou a obra.

da esquerda para a direita: Ermelinda Toscano (Poetas Almadenses), Francisco Abreu (Esfera do Caos) e Didier Ferreira
Com a colaboração de Gertrudes Novais (presidente da SCALA) e de Amélia Cortes (autora de «O silêncio da musa»), Ermelinda Toscano enalteceu a personalidade literária de Didier Ferreira - em construção desde a publicação de alguns versos seus numa coletânea de poetas almadenses.



A assistência composta por atuais e ex-alunos da ESCT, bem como por familiares de Didier Ferreira, contribuiu para uma sessão muito emotiva: todos os presentes queriam proporcionar ao autor um noite inesquecível o que acabou por efetivamente acontecer.


Interessante foi a cobertura por parte da Televisão Popular de Angola e do programa «Gente da Banda» que, antes da sessão começar, entrevistou Didier Ferreira nas instalações da BECRE. Como se poderá verificar, Didier Ferreira não esquece as suas origens: antes as valoriza no seu processo de crescimento enquanto escritor!



A 18 de março e no contexto da Semana da Leitura 2015 («Palavras do Mundo»), Didier Ferreira deu mais um eloquente testemunho do seu percurso e, com as suas palavras, entusiasmou a assistência composta por alunos do 11º ano (Línguas e Humanidades) que não desperdiçaram a oportunidade para colocarem questões muito pertinentes e interessantes.

Lurdes Gomes e Didier Ferreira


A Didier Ferreira uma palavra final:
as portas da ES Cacilhas-Tejo e da sua Biblioteca Escolar (BECRE)
estarão sempre abertas para ti, Didier!

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Divulgam-se os dados da avaliação da atividade!