5 de junho de 2015

Avaliação BECRE - a opinião dos professores
BECRE XXI sexta-feira, junho 05, 2015 0 comentários

No processo de avaliação em curso, a opinião dos professores revela-se essencial para a perceção de como e em que medida a biblioteca escolar - os seus serviços e os seus recursos - tem se revelado (ou não) como um apoio importante para o trabalho docente com os alunos.
No geral, procurou-se determinar a frequência, os motivos e a perceção do impacto de utilização da BECRE e dos seus recursos, quer pelos docentes quer pelos alunos.

59,8 % dos docentes usam a biblioteca escolar e os seus recursos pelo menos semanalmente e somente 7,8 % dos mesmos nunca a utilizaram. Fazem-no sobretudo para realizar trabalho profissional e pessoal (23%), para selecionar e requisitar materiais para a sala de aula (20,8 %) e/ou para a utilização dos computadores pelos alunos, em contexto de aula (19,1%).

Os docentes articulam com a BECRE sobretudo em atividades de ensino-aprendizagem, apoio educativo, estudo, recuperação... (59,8%), na seleção ou produção de materiais de apoio/recursos (58,5%), participação em projetos/programas (53,3%), integração de competências de leitura (42,9 %) ou exploração de tecnologias digitais e média (42,9%). 66,3 % dos docentes considera a sua experiência de trabalho com a BECRE como boa ou muito boa.

87,1 % considera o trabalho desenvolvido pela BECRE, no apoio à escola e na satisfação das necessidades dos professores, como bom ou muito bom:
- 85 % afirma que a biblioteca garante condições de espaço e equipamentos;
- 88,4 % afirma que a BECRE permite o acesso a turmas, grupos e alunos em atividades escolares ou de lazer;
- 80,5 % considera serem desenvolvidas atividades de articulação curricular;
- 79,2 % considera que é feito um trabalho sistemático de promoção do gosto pela leitura e de competências leitoras;
- 76,6 % afirma que a BECRE acompanha e apoia os alunos;
- 79,2 % afirma que os alunos são ajudados na exploração e uso qualificado das tecnologias, internet e média;
- 81, 9 % afirma que a biblioteca disponibiliza materiais e instrumentos de apoio ao trabalho.
- 75,4 % afirma que a BECRE trabalha com ambientes digitais e ferramentas web;
- 80,6 % refere que são organizadas atividades indutoras do desenvolvimento cultural e da formação integral dos alunos;
- 74 % reconhece o favorecimento do trabalho em rede.

Relativamente aos recursos BECRE, 79,2 % dos docentes avaliam-nos com Bom ou Muito bom, sobretudo os livros (66,3%), as obras de referência (63,7%) e a informação organizada pela biblioteca e acessível através da Internet (62,4%).

Ao nível do impacto do trabalho desenvolvido na BECRE, os docentes consideraram-no de nível bom ou muito bom...
* melhoria dos resultados escolares - 66,3%
* desenvolvimento das literacias digitais, dos média e da informação - 56,2%
* promoção dos hábitos de leitura dos alunos - 57,8%
* melhoria de competências de leitura - 59,8 %
* desenvolvimento de experiências sociais, culturais e formativas - 66,3%.

Todos os resultados do questionário aplicado aos docentes podem ser obtidos aqui.

A todos os colegas que generosamente participaram nesta auscultação...


Com o vosso gesto, contribuíram para a melhoria futura da biblioteca escolar da ES Cacilhas-Tejo!

Exames = Stress, uma inevitabilidade? Nem por isso...
BECRE XXI sexta-feira, junho 05, 2015 0 comentários


No próximo dia 08 de junho, por iniciativa do SPO, a nossa escola vai desfrutar de uma aula gratuita de yoga oferecida pelos professores Vanda e Ricardo Coelho, no âmbito da iniciativa nacional "Yoga e Exames Sem Stress". A aula decorrerá no ginásio da ESCT pelas 11:00h e requer inscrição prévia, a qual poderá ser feita com a psicóloga do SPO, Dra. Teresa Castanheira, ou na reprografia com a D. Odete.

Teresa Castanheira
(Psicóloga SPO)

4 de junho de 2015

«Leituras de Abril» - uma visão sobre o 6º Bibliotecando em Tomar (parte 2/2)
BECRE XXI quinta-feira, junho 04, 2015 0 comentários


José-Augusto França – Antes de 74
Após a 2ª guerra mundial, a tentativa modernizante no gosto, com contributo decisivo de António Ferro (SPN), encontrou obstáculos num país ainda dominado pelo naturalismo, com forte presença na exposição geral de artes plásticas. Nesse processo, José-Augusto França destacou a primeira exposição de Vieira da Silva em Portugal (1970), a substituição dos quadros da Brasileira do Chiado (1971), a recusa de artistas estrangeiros exporem em Portugal por causa da guerra colonial, a exposição de quadros de Picasso e Klee pela primeira vez em Portugal (1972), a inauguração da obra de Cutileiro (D. Sebastião) em Lagos (1973) e o painel de 48 pintores no 10 de junho de 1974. A frustrada exposição de pintura portuguesa no Museu Municipal de Paris, impedida de se realizar por trapalhada política, é um sinal das dificuldades nesse percurso até 1974-1975.

Marco Daniel Duarte - Imagens de Abril na Cidade Universitária de Coimbra (videoconferência).«Toda a obra de arte é filha do seu tempo e mãe dos nossos sentimentos» (Wassili Kandinsky)
A partir de Roma e em videoconferência, Marco Daniel Duarte orientou um percurso pela arquitetura e pintura, com o contributo de Fernando Conduto (escultura abstrata), João Nascimento (pintura neo decorativa com influências do surrealismo espacial) e Maria Manuela Madureira («Para além de Saturno», painel de azulejo).

 Cristina Tavares – Representações de Abril na Arte
A investigadora evidenciou as mudanças ocorridas com a década de 1960, a partir dos meios universitários e de contestação. Destacou os contributos de organizações, artistas e momentos criativos como a AICA, Paula Rego, Joaquim Rodrigo, João Cutileiro, Clara Meneres, Rui Filipe, Nikias Skapinakis, José Aurélio, o coletivo do painel de 10 de junho de 1974, Maria Helena Vieira da Silva (cartazes), a ACRE …

Rui Serrano - Falemos de casas, «do sagaz exercício de um poder tão firme e silencioso como só houve no tempo mais antigo.» (Herberto Hélder)
A arquitetura teve um papel preponderante na mudança pós 25 de Abril, nos domínios da habitação social, arquitetura religiosa, participativa, na reinvenção do desenho e planeamento urbanos com novas formas de intervenção e na arquitetura vernacular, como intervenção de salvaguarda do património, em prol da identidade nacional.


Pedro Pezarat Correia - O 25 de Abril e imprensa, expressão do reencontro da cidadania. 
Antes de Abril, a repressão era constante através da censura. O tratamento jornalístico da guerra colonial fez com que muitos portugueses só despertassem para o problema quando contactavam com a realidade: a responsabilidade do regime ao recusar negociações. Com o 25 de Abril, “explodiu” a liberdade com reflexos na imprensa: passou-se por um período de anarquia, com problemas nos órgãos de comunicação social: casos do República, O Século, Rádio Renascença... Apareceram jornais de todas as tendências: O Jornal Novo, O Diário, A Rua... Após o PREC, deu-se a progressiva domesticação da imprensa. Atualmente, o maior desafio é o colocado pelas redes sociais.

São José Almeida - Sobre o mundo dos jornais. 
Desde o 25 de Abril, profundas mudanças na imprensa e nas relações entre esta e sociedade têm ocorrido: o aumento exponencial da importância do audiovisual, a explosão do imediatismo; a quebra de vendas provocada pela crise e pelo online, a regressão no estatuto social do jornalista e as modificações no processo de produção da notícia.

José Luís Ramos Pinheiro - À procura do futuro
Uma das reflexões necessárias é em torno da liberdade, cuja ausência é impensável mas possível. Sendo a liberdade mais individual do que social, ter direito a ela é uma coisa, outra é exercê-la, poder exercê-la ou saber exercê-la. Um dos entraves é o seu condicionamento pelo politicamente correto, outro é o impacto dos ecrãs, da internet e das redes sociais que originaram novas exclusões. A imprensa é hoje muito diferente pois a internet democratizou a comunicação, sendo no entanto preciso encontrar caminhos e meios de escrutínio. Como rentabilizar os media? É preciso reinventar os media na sua função e viabilização económica e são necessários agregadores de credibilidade. Deverá ser mantida a comunicação de tudo para todos? A resposta está na diferenciação e no pluralismo numa abordagem qualitativa e não meramente quantitativa.



Tudo o que dizemos ou escrevemos é sempre subjetivo e pessoal, embora se deva ser imparcial para se ser universal. Antes do 25 de Abril, apesar das palavras proibidas, a literatura e a arte não morreram: se a palavra liberdade era proibida... rio, vento... Teolinda Gersão afirmou sempre se sentir compelida a dar testemunho do seu tempo.





Pese embora as ausências de Lídia Jorge (por motivo de doença) e de José Gomes Ferreira, Bibliotecando em Tomar cumpriu os seus objetivos e proporcionou ao professor bibliotecário da ES Cacilhas-Tejo momentos de reflexão e caminhos possíveis a percorrer no futuro, em termos de intervenção pedagógica, quer em contexto de aula (História A ou de História da Cultura e das Artes) quer em contexto de biblioteca escolar, nomeadamente na adoção de medidas ampliadoras do acesso livre à informação por parte dos utilizadores da biblioteca; e na definição de programas pedagógicos com atividades indutoras da preservação ativa da memória histórica e cultural, essencial para o reforço da identidade coletiva local e nacional.

«Leituras de Abril» - uma visão sobre o 6º Bibliotecando em Tomar (parte 1/2)
BECRE XXI quinta-feira, junho 04, 2015 0 comentários

«Leituras de Abril», a 6ª edição de Bibliotecando em Tomar, realizada no Instituto Politécnico a 8 e 9 de maio de 2015; foi uma profícua ocasião para refletir como a educação - escolas, bibliotecas escolares, professores e, por inerência, professores bibliotecários - devem estrategicamente intervir e promover a memória coletiva, como fator identitário essencial num mundo e país em acelerada mudança. A análise do legado democrático dessa madrugada fundadora e todo o percurso coletivo desde então – espelhado nas suas dimensões sociais, políticas, económicas e manifestações culturais e artísticas – nortearam as várias intervenções.
O anúncio da realização da 6ª edição de Bibliotecando em Tomar, sob a temática «Leituras de Abril», proporcionou-me refletir em conjunto com a Diretora da ES Cacilhas-Tejo e representantes de duas associações locais (F4 e “O Farol”) sobre a natureza das comemorações do 41º aniversário do 25 de Abril, prática habitual na Escola e que, no presente ano, decorreu entre 22 de abril e 4 de maio.
Dessa reflexão surgiu a programação (disponível em http://becrexxi.blogspot.pt/2015/04/25-de-abril-41-aniversario-na-es.html) que contemplou uma tripla dimensão: «Arte de Abril» (disponível em http://pallasathena-pt.blogspot.pt/2015/04/arte-de-abril-2015.html), «Sons de Abril» e «Palavras de Abril»; expressa em três filmes que foram projetados em contínuo na escola, visionados por toda a comunidade educativa e pelo Srs. Presidente e Vereador da Educação e Cultura da Câmara Municipal de Almada, em visita à ES Cacilhas-Tejo.


O conceito de múltiplas «Leituras de Abril», estruturante do Bibliotecando em Tomar 2015, tornou a minha presença, enquanto professor bibliotecário, essencial para um futuro desenvolvimento de uma intervenção de cariz pedagógica junto dos alunos e demais membros da comunidade educativa, assente na defesa de dois dos princípios fundamentais da nossa vivência democrática: a liberdade e a memória.

Guilherme d'Oliveira Martins
«O patriotismo mais profundo é prospetivo e não retrospetivo.» (António Sérgio)
Guilherme d’Oliveira Martins, presidente da Comissão Científica de «Leituras de Abril» deu início ao Encontrou e centrou-o no essencial do seu objetivo: analisar as diversas leituras possíveis de Abril para melhor perceber a natureza dos desafios atuais e perspetivar um país que, numa madrugada fundadora, ousou sonhar a possibilidade de construção de um Portugal novo, livre, democrático e desenvolvido.

Teresa Calçada - Literatura e Ciência
«Falar incorretamente é um claro condicionalismo social.» (Teresa Calçada)
«O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.» (Álvaro de Campos).
Refletindo sobre a escola enquanto instrumento de mobilidade social, revelou a importância das literacias no mundo digital. As competências que nos são exigidas no momento presente ultrapassam o ler, escrever e contar; as iliteracias condicionam as leituras que Abril abriu. Partindo do pressuposto que todos os homens naturalmente desejam saber (Aristóteles), os professores devem ser competentes nas ferramentas digitais, sob pena de limitação na capacidade de aprender e ensinar. O mundo dos múltiplos ecrãs implica literacias próprias do nosso tempo e, hoje, comunicar revela que forma e conteúdo são indissociáveis. Os jovens devem ser alertados para as ilusões e mitos da revolução digital: a falsa sensação de facilidade e o não condicionamento da memória pela rapidez e quantidade de informação. Um livro forma um leitor mas também pode matar um leitor: a biblioteca deve ser plural e os bibliotecários competentes. O maior perigo do atual mundo digital é o da desvalorização das humanidades em favor das ciências, indissociáveis e ainda menos conflituais.


Maria Paula Santos - O papel das bibliotecas públicas e o manifesto da Unesco
Refletindo sobre os enormes progressos registados no acesso ao livro e às bibliotecas e sobre a situação atual, Maria Paula Santos denunciou o que correu mal: o não cumprimento do compromisso para com os cidadãos: faltam recursos humanos, as coleções deixaram de ser atualizadas... A missão de proporcionar equidade de acesso a todos ao conhecimento na sociedade da informação está, na sua opinião, em causa.

João Paulo Proença - "Dão-nos marujos de papelão com carimbos no passaporte..."
Se o Estado Novo desvalorizou a educação ao não promover equidade no acesso, a escola de Abril, em 41 anos, fez muito: o abandono escolar diminuiu consideravelmente, a taxa de analfabetismo tornou-se quase residual, a escolarização em Portugal fez progressos notáveis e, desde 1996, foi-se estruturando uma rede de bibliotecas escolares. Os desafios atuais centram-se no ensinar a pensar e a ser; ensinar a ler; ensinar a utilizar criteriosamente as tecnologias da informação; e no ensinar do valor do outro. Citando Barbara Liason, João Paulo Proença defendeu que «bibliotecas fortes tornam uma sociedade forte», uma sociedade de cidadãos informados, críticos e participativos. Enquanto os desafios não forem vencidos, o poema de Natália Correia manter-se-á tristemente atual.

Pedro Príncipe - Infraestruturas de acesso aberto à informação científica e académica.
Portugal é um dos países pioneiros no livre acesso na internet a repositórios abertos: revistas, repositórios digitais disciplinares ou institucionais. Aliás, a Comissão Europeia faz depender financiamentos públicos de condição de acesso aberto (Horizonte 2020). Deu como exemplo o projeto OpenAIRE - infraestrutura com 11 milhões de publicações – e destacou o papel central das bibliotecas.



Paulo Fontes - A Igreja, os católicos e o 25 de Abril.
O 25 de Abril acelerou o processo de mudança do país: da homogeneidade cultural (de base católica) à multiculturalidade; do catolicismo hegemónico por tradição e identidade à liberdade religiosa. A partir de 1970, a Igreja Católica procurou assegurar a continuidade da sua presença e desfazer a ligação estratégica com o Estado Novo. Surgiu o reformismo social, sob influência do concílio Vaticano II, a participação em diferentes movimentos políticos (catolicismo de ação) e foi assumida a liberdade enquanto valor. Face à questão do Ultramar português, declarou-se oposição à guerra e ao colonialismo e adotou-se o princípio da autodeterminação dos povos. A sensibilidade à mudança cultural, à afirmação do pluralismo político, à valorização da condição feminina; e ao discurso ecológico, evidencia um facto: não se percebe o processo de mudança em Portugal sem a análise do papel dos católicos.

Frei Bento Domingues - A religião e o 25 de Abril (intervenção testemunhal).
Apesar do imobilismo da hierarquia, a Igreja (comunidade de fiéis) operava a mudança que se iniciou com o concílio Vaticano II. Com a revolução, a principal preocupação era evitar os problemas ocorridos durante a 1a República. O tema guerra colonial era recorrente nos grupos católicos progressistas. Segundo Salgado Matos, no 25 de abril, o Estado Novo já tinha perdido o apoio do catolicismo político e social. O movimento "Nós somos Igreja" é uma evidência disso mesmo. O processo ainda continua...

(CONTINUA)

15 de maio de 2015

«Para Sempre Carcóvia» de João Carlos Máximo - viagem, identidade e literatura
BECRE XXI sexta-feira, maio 15, 2015 1 comentários


João Carlos Máximo, o jovem autor de «Para Sempre Carcóvia», esteve na passada terça feira - 12 de maio - na BECRE numa feliz iniciativa de uma aluna do 11º ano e do seu professor de Português, que a equipa da biblioteca congratulou e apoiou logisticamente.
Perante uma plateia constituída por alunos de duas turmas do 11º ano - Ciências e Tecnologias e Línguas e Humanidades - e de três professores, João Carlos Máximo revelou-nos que o seu livro, escrito aos 23 anos, foi fruto de uma experiência pessoal de estadia e viagem pela Ucrânia e do seu fascínio, no mínimo curioso para um jovem da sua idade (aliás, fruto de um comentário cheio de humor e inteligência): o documentário e o antigo mundo soviético/cultura russa.
Utilizando uma linguagem acessível aos alunos, insistiu na mensagem: devemos acreditar nos nossos sonhos e em nós próprios, persistindo neles e surpreender mesmo os mais próximos. como aliás lhe aconteceu.
As suas experiências pessoais durante o seu processo de formação - em curso com uma segunda licenciatura - têm definido as temáticas abordadas no seu livro - a viagem, a identidade (busca/preservação) e a sua escrita. Revelou que o autor que mais o influencia é José Saramago.

As inúmeras e bastante diversificadas questões colocadas pela plateia revelaram uma empatia que despertou a curiosidade dos alunos por João Carlos Máximo, pelas suas experiências, pela sua escrita, pela sua opção de ser/tentar ser escritor ... 
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Divullgam-se os dados estatísticos relativos à avaliação da atividade.


14 de maio de 2015

Ana Isabel Ramos (Air Design Studio) na BECRE
BECRE XXI quinta-feira, maio 14, 2015 0 comentários

A biblioteca da ES Cacilhas-Tejo (BECRE) recebeu no passado dia 6 de maio a designer Ana Isabel Ramos (Air Design Studio) para mais uma sessão do programa "Encontros", dinamizada pelo Departamento de Artes e em co-organização com a BECRE. A nossa convidada partilhou as suas experiências profissionais: de estagiária a freelancer, foi definindo o seu percurso por Portugal, Argentina e Panamá.


Aos alunos do Curso Profissional Técnico de Design Gráfico confidenciou que os diversos "recomeços" obrigaram-na a iniciativas originais na criação de oportunidades de trabalho, ao mesmo tempo que foi descobrindo novas paixões e competências até então desconhecidas. Assim, alargou a sua atividade para além do design, como a pintura, a ilustração, a escrita ou o tricot.


Em todas elas, realçou a importância do método e disciplina no trabalho!

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Divulgam-se os dados estatísticos relativos à avaliação da atividade.


Telma Diniz - texto e fotos
(Departamento de Artes)

José Fernando Vasco
dados de avaliação

7 de maio de 2015

«Leituras de Abril» em Tomar
BECRE XXI quinta-feira, maio 07, 2015 0 comentários

A 6ª edição de «Bibliotecando em Tomar», dedicada às «Leituras de Abril» realiza-se a 8 e 9 de maio no Auditório do Instituto Politécnico de Tomar. O programa definido contempla um conjunto de painéis dedicados a temas como educação, arte, literatura, economia... prevê a participação de reputados especialistas como José-Augusto França, Guilherme d'Oliveira Martins, Teresa Calçada, Teolinda Gersão, Lídia Jorge, Francisco Louça, São José Almeida, António Sousa, João Afonso, entre outros. Visitas guiadas e o evento «Palavras, Canto e Música de Abril», no Cine Teatro Paraíso, complementam o programa.
Numa organização conjunta do Agrupamento de Escolas Templários, Câmara Municipal de Tomar, Centro de Formação ‘’Os Templários’’, Instituto Politécnico de Tomar e da Rede de Bibliotecas Escolares, «Leituras de Abril» contará com a presença, em formação, do professor bibliotecário da ES Cacilhas-Tejo.

Hiperligações:
Registo de acreditação CCPFC/ACC-81459/15

29 de abril de 2015

«MURAL COMEMORATIVO DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS»
BECRE XXI quarta-feira, abril 29, 2015 0 comentários

No dia 24 de abril de 2015, pelas 17 horas, foi inaugurado junto ao Centro Cultural Juvenil de Santo Amaro, no Laranjeiro, um Mural Comemorativo da Revolução dos Cravos. Este projeto coletivo foi pintado por alunos das escolas públicas do concelho de Almada, entre os dias 14 e 23 de abril.
O Mural que contou com o apoio do Município de Almada, foi o culminar de um projeto artístico que contou também com a participação de dois trabalhos da nossa escola elaborados pelos alunos do 10º H, pertencentes ao Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais, no dia 21 de abril, e cujo resultado plástico recupera os valores do 25 de Abril através de algumas imagens simbólicas: o primeiro trabalho, tem como tema a ponte da liberdade e da democracia, que a partir de um ponto de referência - Portugal -, se prolonga para o infinito, para o desconhecido futuro.


O segundo trabalho, tem como referência principal o cravo que tem as suas raízes implantadas em Portugal. A partir dele, são lançadas escadas que convidam as pessoas a subir até ao cravo. Alguns conseguem trepar e alcançar os valores de abril; outras nem por isso, caindo e perdendo-se no espaço vazio. Daí o slogan: "conquista a tua liberdade".


Na inauguração estiveram presentes, para além dos alunos da nossa e de outras escolas, os professores envolvidos no projeto, os Diretores das Escolas, e as individualidades camarárias, entre outros convidados.

Fotografias da pintura do mural
e inauguração
poderão ser vistas clicando aqui.

Fonte:
ES Cacilhas-Tejo

César Torres
(Departamento de Artes Visuais)

24 de abril de 2015

O mirandês, a segunda língua oficial de Portugal
BECRE XXI sexta-feira, abril 24, 2015 0 comentários

“O processo de normalização do mirandês” foi o título da conferência proferida em 20 de abril, na Escola Secundária de Cacilhas-Tejo (ESCT), pelo linguista José Pedro Ferreira, investigador no Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada-Instituto de Linguística Teórica e Computacional (CELGA-ILTEC), Universidade de Coimbra), a convite da USALMA, em colaboração com a Biblioteca Escolar da ESCT e com o apoio da Associação 8 Séculos de Língua Portuguesa.


No começo da sessão, intervieram alguns dos presentes para evocar a personalidade e a obra de Amadeu Ferreira (1950-2015), pai do conferencista e grande impulsionador da normalização do mirandês. A Professora Alexandra Pedro pôde recordar uma palestra realizada em 2010, na ESCT, em que Amadeu Ferreira soube cativar os alunos do ensino regular com histórias, costumes e palavras da Terra de Miranda.

José Pedro Ferreira interveio logo depois para fazer uma breve contextualização histórico-geográfica do mirandês, apresentando-o como língua implantada no extremo oriental do distrito de Bragança e pertencente ao sistema dialetal asturo-leonês. Teceu em seguida considerações sobre o mirandês na atualidade, facultando dados sociolinguísticos relativos à situação de diglossia da população mirandesa (existe bilinguismo, mas o mirandês e o português ocupam âmbitos diferentes, limitando-se o primeiro à vida em família e no campo), a evolução demográfica (progressiva perda de falantes) e a presença da língua no currículo das escolas locais. O conferencista definiu ainda as etapas do processo de normalização do mirandês – de língua ágrafa (sem tradição escrita), antes de finais século XIX, até aos estudos pioneiros do grande filólogo que foi J. Leite de Vasconcelos (1858-1941), os quais marcaram o arranque de um processo que culminou na atribuição, em 1999, do estatuto de língua oficial em Portugal. O alargamento da esfera de usos (por exemplo, na Internet) e o aparecimento de uma literatura cada vez mais diversificada são aspetos a salientar nas tendências de evolução recente deste idioma. 

Os tópicos abordados foram uma oportunidade única para refletir sobre as várias dimensões que definem uma língua enquanto fator de construção identitária, não deixando de ter incidência nas próprias representações do passado e do futuro da língua portuguesa. José Pedro Ferreira conseguiu, assim, despertar o interesse de toda a assistência, como patenteou a pertinência das várias questões levantadas na discussão final.

Divulgam-se os dados relativos à avaliação da atividade:


Carlos Rocha
(texto)
Mário Neves
(fotografias 1 a 4)
José Fernando Vasco
(fotografia 5 e tratamento estatístico)


22 de abril de 2015

Observação astronómica na ES Cacilhas-Tejo
BECRE XXI quarta-feira, abril 22, 2015 0 comentários


Helena Lança, Ricardo Pequeno
(Departamento de Biologia)