12 de janeiro de 2015

O Currículo e a Diferenciação Curricular
BECRE XXI segunda-feira, janeiro 12, 2015 0 comentários

O conceito de Escola Inclusiva assenta no respeito pelas diferenças, na igualdade de oportunidades e numa educação de qualidade para todos.

 Não é possível exigir que todos os alunos aprendam da mesma maneira, nem que se utilize a mesma metodologia de ensino ou o mesmo tipo de atividades para uma grande variedade de estilos e ritmos de aprendizagem. Compete à escola, através de uma pedagogia centrada na criança (Declaração de Salamanca, 1994), educar com sucesso estas crianças e jovens, incluindo aquelas que apresentam incapacidades graves. Perante a grande diversidade da população escolar, torna-se imperioso repensar o currículo para que a aprendizagem, realmente, ocorra com níveis satisfatórios para todos e a escola não contribua para agravar os níveis de exclusão social. Importa assim, repensar o currículo escolar em torno de alguns vetores de mudança, de que se destacam:
A necessidade de diferenciação das propostas curriculares articuladas em torno de metas comuns;
O enfoque na aquisição de níveis desejáveis de competências nos diferentes domínios de aprendizagem;
A persistência nas práticas curriculares com referentes e contextos significativos para todos os que frequentam a escola;
A reconstrução do currículo como projeto específico de cada escola, apropriado pelos seus atores e gestores, substituindo-se o discurso da norma pelo discurso da contextualidade, (Roldão,1999). 
De facto, só através de um currículo, aberto e flexível, que permita aos professores fazer as adequações necessárias que vão ao encontro das aprendizagens consideradas socialmente significativas e relevantes para uma dada população e para cada um, individualmente, é que poderá fazer sentido e assim os alunos reconhecerem a sua utilidade.
 A gestão do currículo de forma flexível permite que sejam feitas diversas adaptações/modificações do programa oficial, para os alunos em geral e para os alunos com necessidades educativas especiais em particular, tendo em conta tudo aquilo que o aluno consegue realizar em sala de aula, com os seus pares, considerando que a diferenciação pode facilitar o acesso ao currículo comum, e portanto, a aquisição das competências finais de ciclo de escolaridade. Em suma, os processos de diferenciação curricular têm como finalidade melhorar a qualidade do ensino, diferenciando formas de intervenção e percursos de aprendizagem.

Custódia Cunha
(professora de educação especial)

8 de janeiro de 2015

A poesia de Herberto Hélder
BECRE XXI quinta-feira, janeiro 08, 2015 0 comentários

Herberto Hélder é considerado um dos grandes poetas de língua portuguesa. A BECRE tem à disposição dos seus utilizadores, a partir de hoje, a obra «Poemas Completos» (2014) que reúne a sua produção poética, segundo a revisão que preparou para esta nova coletânea. Será a definitiva?
Esta obra reúne os seguintes livros:
A colher na boca - Poemacto - Lugar - Comunicação académica - A máquina lírica - A máquina de emaranhar paisagens - Húmus - Cinco canções lacunares - Os brancos arquipélagos - Antropofagias - Etc. - Exemplos - O corpo o luxo a obra - Dedicatória - Flash - A cabeça entre as mãos - Última Ciência - Os selos - Os selos, outros, últimos - Do mundo - A faca não corta o fogo - Servidões - A morte sem mestre

Outras obras de Herberto Hélder disponíveis para consulta na BECRE


7 de janeiro de 2015

«Os Maias: cenas da vida romântica» segundo Eça de Queirós + João Botelho
BECRE XXI quarta-feira, janeiro 07, 2015 0 comentários


Disponíveis (DVD + Jornal de Letras)
para consulta na BECRE


«Os Maias», a obra prima de Eça de Queirós e um dos mais importantes romances europeus do século XIX, foi adaptado para o cinema por João Botelho, o realizador de «Filme do Desassossego» (2010) e «Quem És tu?» (2001).
Já considerado um dos filmes marcantes da história do cinema português - pelos cenários, pelo guarda roupa e pela mestria de João Botelho - «Os Maias» constitui um valioso recurso educativo na abordagem à magistral obra de Eça de Queirós.
Um filme a não perder!

23 de dezembro de 2014

Visita à exposição “ID – A Identidade do Desenho” na Casa da Cerca
BECRE XXI terça-feira, dezembro 23, 2014 0 comentários



Os alunos do Curso Profissional Técnico de Design Gráfico (10ºL e 12ºL) visitaram, nos passados dias 11 e 12 de dezembro, a exposição "ID – A Identidade do Desenho” patente na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, cuja programação deste ano é dedicada ao tema do desenho aplicado à indústria.



A visita foi orientada por Emília Ferreira, curadora da exposição, que fez uma retrospetiva pela história do design, começando em Londres com a Great Exhibition de 1851, passando pela influência do Movimento Arts & Crafts e um dos seus fundadores, William Morris, e entrando em Portugal pela obra de Rafael Bordalo Pinheiro.

Fazendo a ligação com a atualidade, debateu-se a questão “Será que o design nacional tem uma imagem identirária?” comparando com a identidade do design de outros países europeus, como a Alemanha ou a Itália.

 




Posteriormente, os alunos tiveram contacto com diversos objetos do quotidiano onde o design gráfico está presente como livros, revistas, cartazes, selos, copos, candeeiros, tapetes, etc.

Através das obras de designers e artistas portugueses de diferentes gerações (Beatriz Horta Correia, Helena Ladeiro, Henrique Cayatte, João Machado, Jorge Silva, José Brandão, Nuno Ladeiro, Salette Brandão e Sofia Areal) os alunos perceberam a importância do desenho no processo criativo do design gráfico e na produção de objetos.

 

No final das visitas, a curadora da exposição, ofereceu um catálogo da exposição e catálogos de exposições anteriores, obras estas que, para além de enriquecerem o fundo documental da BECRE, se constituem como recursos pedagógicos para os alunos de Design Gráfico.



Hiperligações:
William Morris (V&A) - http://www.vam.ac.uk/page/w/william-morris/
Morris and Cº - https://www.william-morris.co.uk/
Bordallo Pinheiro - http://pt.bordallopinheiro.com/
Museu Bordalo Pinheiro (Lisboa) - http://museubordalopinheiro.cm-lisboa.pt/


António Moreira, César Torres e Paula Penha
(professores do Departamento de Artes Visuais)

Fotos captadas por alunos do
curso profissional de Design Gráfico

18 de dezembro de 2014

A nova etapa da vida profissional de Conceição Toscano
BECRE XXI quinta-feira, dezembro 18, 2014 0 comentários

Conceição Toscano cumpre hoje o seu último dia enquanto assistente técnica da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo.
Para além do importantíssimo contributo para a renovação da BECRE, processo que se iniciou em 2009 e que continua (e continuará) com outros protagonistas, Conceição Toscano é um bom exemplo de perseverança na busca do conhecimento: Mestre em Património, Conceição Toscano é, a partir de amanhã, técnica superior do MUDE.


Muito aprendemos com a postura e o saber de Conceição Toscano. Sentiremos a sua falta na convicção que o MUDE acabou de ganhar uma excelente profissional que colocará o seu saber ao serviço da cidade de Lisboa.
Muitas felicidades e a concretização de todos os seus sonhos profissionais, é o que te desejamos, Conceição! Bem hajas!

José Fernando Vasco
Ana Cristina Silva
Dulce Lourenço
Paula Marisa Sampaio
Paula Penha

16 de dezembro de 2014

Concurso Nacional de Leitura 2015 - fase ESCT
BECRE XXI terça-feira, dezembro 16, 2014 0 comentários

A Escola Secundária de Cacilhas-Tejo volta a participar no Concurso Nacional de Leitura. Para a fase de escola, foram escolhidas duas obras: «A História do Senhor Sommer» de Patrick Süskind e «O Crime do Padre Amaro» de Eça de Queirós.
A todos os alunos que já decidiram pela sua participação nesta fase do concurso, desejamos boas leituras; aos que ainda não decidiram ou que não conhecem o referido concurso, sugerimos a consulta da página oficial do Concurso Nacional de Leitura.

Para mais informações e inscrição no concurso, contactar o(a) professor(a) de Português ou dirigir-se à BECRE.

«A História do Senhor Sommer»
(1991)
Autor - Patrick Süskind

«No tempo em que eu ainda trepava às árvores, vivia na nossa aldeia, a uns dois quilómetros da nossa casa, um homem a quem chamavam senhor Sommer. Ninguém sabia qual era o seu nome de baptismo e também ninguém sabia se ele tinha ou não uma profissão.Mas embora pouco se soubesse sobre o senhor Sommer, toda a gente o conhecia, pois andava permanentemente de um lado para o outro. Podia nevar ou cair granizo, podia estar um temporal ou chover a cântaros, podia o sol queimar ou aproximar-se um furacão, sempre o senhor Sommer peregrinava como uma alma penada, atravessando a paisagem e os sonhos do narrador...»
A História do Senhor Sommer é uma fascinante viagem aos episódios mais recônditos da nossa própria infância - os lugares mágicos onde nos refugiávamos do mundo dos adultos, as tentativas desesperadas para nos equilibrarmos numa bicicleta demasiado grande, o receio do mau génio da nossa professora ou a primeira desilusão de amor.

«O Crime do Padre Amaro»
(1880)
Autor - Eça de Queirós

«O romance desenrola-se na província de Leiria. Este começa com a apresentação do ambiente - Leiria e a sua vida devota – e das personagens principais – Amaro e Amélia.
Depois, em analepse, volta à infância dos protagonistas para explicar a sua formação moral e educação, já que serão estes factores que irão condicionar e explicar as suas atitudes posteriores.
Amaro fica órfão muito cedo e é entregue ao cuidado de uma protectora que era uma marquesa rica. À morte desta é herdeiro de um legado, mas só na condição de se fazer padre. E lá acaba por fazer, a muito custo, o seminário.
A protecção que pede à família do conde de Ribamar, faculta-lhe um lugar como pároco em Leiria.


É aí que Amaro conhece Amélia e rapidamente se apaixonam. Esta fica grávida, situação que, naturalmente, acarretaria graves consequências para a vida sacerdotal de Amaro. Assim, num acto impensado, este mata o próprio filho, já que Amélia morre após o parto.»

Fonte:
Wook

11 de dezembro de 2014

Ler+ é preciso IV
BECRE XXI quinta-feira, dezembro 11, 2014 0 comentários


10 de dezembro de 2014

«Safebook»: conselhos úteis para uma navegação segura
BECRE XXI quarta-feira, dezembro 10, 2014 0 comentários

5 de dezembro de 2014

«Histórias Digitais - A Ligar Gerações e Preservar Memórias»
BECRE XXI sexta-feira, dezembro 05, 2014 0 comentários


No dia 9 de dezembro pelas 17h00 terá lugar, no Auditório da Escola Secundária Cacilhas-Tejo, a palestra “Histórias Digitais - A Ligar Gerações e Preservar Memórias”.

Esta iniciativa, organizada pela Universidade Sénior de Almada em parceria com o Centro de Formação Almadaforma, tem como objetivos:

* dar a conhecer a metodologia do Digital Storytelling e os impactos da sua aplicação junto de seniores e na escola;
* apresentar o Projeto Europeu Silver Stories e alguns dos seus resultados em Portugal; explorar modelos de aplicação deste conceito, numa perspetiva colaborativa, no concelho de Almada.

Na revista Dirigir & Formar (nº 7) Roberto Carneiro salienta a importância desta metodologia afirmando que “os estudos de caso transmitidos através do método storylleting são importantes porque aprendemos quando contamos histórias. São uma excelente ferramenta de aprendizagem”.

A oradora é Inês Rodrigues da Media Shots (http://www.mediashots.org/). Com estudos em Direito, jornalista e produtora de televisão, com experiência em rádio e ENG – Electronic Gathering News, trabalhou para os principais canais de televisão em Portugal, em noticiários e programas de informação. Colaborou com diversas produtoras independentes de televisão, produzindo, escrevendo e editando reportagens, histórias e filmes institucionais. Na área da comunicação de eventos, foi responsável pela sala de imprensa dos Campeonatos do Mundo de Vela Olímpica – Cascais 2007. Integrou também o Gabinete de Comunicação do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, onde desenvolveu um trabalho de sensibilização do público face ao aumento da diversidade cultural em Portugal, através de um programa de televisão transmitido no Canal 2 da RTP, entre outras plataformas. Atualmente, como consultora independente na área da comunicação, destaca como seu maior desafio, os novos media nos seus múltiplos formatos.

Domitila Cardoso
(professora)

3 de dezembro de 2014

Cante Alentejano, Património Imaterial da Humanidade
BECRE XXI quarta-feira, dezembro 03, 2014 0 comentários

Depois do Fado (2011) e da Dieta Mediterrânica (2013), Portugal vê o cante alentejano reconhecido pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.
A consagração foi natural dadas as características muito próprias da expressão cultural por excelência do povo alentejano.


No mesmo dia que a capoeira foi igualmente reconhecida, é interessante o reconhecimento por parte da representante brasileira da alegria sentida pela consagração do cante alentejano, dado que “Temos apreço pela nossa herança portuguesa e estamos tão emocionados quanto os portugueses”.

Vídeo de candidatura do cante alentejano a
Património Imaterial da Humanidade



Hiperligação:

Este artigo é dedicado a Rita Balancho,
uma alentejana cheia de orgulho das tradições culturais da sua terra