ES Cacilhas-Tejo / Biblioteca Escolar. Com tecnologia do Blogger.
Mostrar mensagens com a etiqueta 004 INFORMÁTICA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 004 INFORMÁTICA. Mostrar todas as mensagens
10 de dezembro de 2014
«Safebook»: conselhos úteis para uma navegação segura
BECRE XXI
quarta-feira, dezembro 10, 2014
0
comentários
10 de novembro de 2014
CP Design Gráfico e CP GPSistemas Informáticos - a interação desejada
Na passada quinta feira, alunos do 3º ano do curso de Design Gráfico apresentaram alguns dos seus projetos já deste ano letivo, nomeadamente a construção de propostas alternativas para sites oficiais de SPAs realmente existentes.
Emulando as condições e os desafios que encontrarão no momento de apresentação pública das suas Provas de Aptidão Profissional (PAP), os alunos contaram com a presença de um "júri", constituído pelos professores Paula Penha e César Torres, e de uma "amiga crítica" do curso profissional de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, a professora Marisa Sampaio, que acompanhou os seus alunos do 3º ano igualemente presentes.
Para além das vantagens do "treino" para o desafio final, a atividade foi enriquecida com as intervenções e comentários dos alunos de um curso diferente mas com os quais os alunos de Design Gráfico poderão claramente aprender. E vice versa...
18 de agosto de 2014
NATIVOS DIGITAIS VS. IMIGRANTES DIGITAIS - UMA FALSA OPOSIÇÃO
“O Conhecimento será determinante no aproveitamento da conectividade […] O Conhecimento constituirá o factor-chave na interpretação e no uso da informação […] O Conhecimento implicará a existência de cidadãos melhor preparados […] O carácter estratégico do Conhecimento implica que se vá muito mais longe na preparação das pessoas […] durante toda a vida.”
Junqueiro, Raul (2002). A idade do conhecimento. Lisboa: Editorial Notícias, p. 26.
Nos inícios da segunda década do século XXI e após vinte anos de “revolução silenciosa” (Junqueiro: 22), importa continuar a reflectir sobre os fortes impactos da mudança de paradigma que a “revolução digital” trouxe para as sociedades contemporâneas sem que, com tal desiderato, tenhamos uma postura catastrofista ou ilusória perante as tecnologias da informação e da comunicação.
A propósito da discussão em torno de uma oposição entre gerações – a analógica e a digital; entre uma geração de “nativos digitais” que, pretensamente, lidam com as novas tecnologias de forma tão natural como no “acto de respirar”, e uma geração originalmente analógica e que, com menor ou maior dificuldade, tem procurado integrar-se na nova “idade do conhecimento (Junqueiro: 29); torna-se necessário evitar uma postura de menosprezo do problema e, simultaneamente, evitar cair naquilo que David Justino denuncia: o “fascínio pela tecnologia [que] pode rapidamente transformar-se numa ilusão.” (Difícil é educá-los, 2010, p. 83)
Educadores, professores, pais e cidadãos em geral, nascidos nas décadas de 50 e 60 do século XX espantam-se, nos dias de hoje, com algumas demonstrações – ainda que básicas – de competências digitais que as gerações mais novas revelam: espantam-se com o número de “amigos” no MSN ou no Facebook, a rapidez e o número de SMS enviados diariamente pelos “nativos digitais”, as destrezas e a apetências por jogos online e/ou em consolas, etc.
Contudo, estas evidências, se incontestáveis, mais não são do que a superfície de um problema nuclear das sociedades (e da educação) contemporâneas.
Importa, pois, aprofundar a análise para se perceber que a emergência de novas estruturas económicas, políticas, sociais, culturais e, até, mentais, que a globalização e o advento do digital impulsionaram. Trata-se do desafio maior da qualificação humana, num mundo em que produtividade e competição são valores chave para o desenvolvimento.
É precisamente nesta questão que se deve centrar a discussão pré-anunciada no título desta intervenção. Considero que a oposição “nativo digital versus imigrante digital” é uma falsa questão que a simples observação da realidade revela.
Em primeiro lugar, nem todos os que nasceram na década de 90 têm por adquiridas as competências essenciais e estruturantes no que à manipulação das tecnologias da informação e comunicação concerne. Basta observar atentamente os utilizadores-alunos da biblioteca escolar que dirijo para perceber que existem lacunas gerais da sua formação que, claramente, são inibidoras da sua integração bem sucedida na “sociedade do conhecimento”.
Regra geral, a sua utilização das TIC apresenta-se a um nível consideravelmente básico. Navegam na internet para encontrar informação mas revelam dificuldades sérias na sua selecção e avaliação. Utilizam programas de apresentação digital ou de processamento de texto, mas desconhecem no geral como maximizar (em termos de estruturação, estética e eficácia na comunicação) o potencial dessas ferramentas. Usam o SMS, Twitter ou outras ferramentas de comunicação curta e imediata mas, no geral, não se apercebem da existência de “ruído” por eles próprios gerado, em prol da velocidade e imediatismo no próprio acto de comunicar. Adoram jogos online e consolas mas raramente os utilizam em contextos de aprendizagem, sobrepondo-se a estes o lazer puro. Surpreendentemente ou não, não são os principais utilizadores de redes sociais – como o Facebook – conforme estudos recentes em Portugal o demonstraram. E, sobretudo, muitos desses utilizadores-alunos, tal como muitos dos seus professores, ainda não perceberam na sua plenitude que as TIC são ferramentas/instrumentos e não fins em si, ou seja, produtos da “ilusão” perante a tecnologia e o conhecimento: a informação, em múltiplos suportes analógicos e digitais com utilização integrada, deve induzir “a capacidade de produzir nova informação, resultante da elaboração sistemática e racional da primeira” (Justino: 84), isto é, “mais do que aprender a fazer, as aprendizagens têm de orientar-se para o aprender a pensar (Justino: 84), durante toda a vida.
A fraca apetência pela abordagem tecnológica, o receio perante a mudança (é muito mais cómoda a postura sedentária perante a vida e o mundo do que uma postura nómada) e a incompreensão perante todo um novo léxico que a “revolução digital” trouxe para a vida quotidiana; introduziram problemas de integração na sociedade do conhecimento, por parte de gerações mais velhas ou de grupos sociais económica, social e culturalmente desfavorecidos à partida, bem como de muitos e de várias gerações que se deixaram seduzir pela “ilusão” perante a tecnologia.
A info-exclusão é, na minha opinião e em sociedades onde não se queira perder o valor da equidade, o desafio maior da “sociedade do conhecimento”. Aqui, o problema não reside apenas nos resistentes do “mundo analógico” mas, sobretudo, numa nova fase da/de (r)evolução da Humanidade, na necessidade de preparação de cidadãos responsáveis e capazes de exercer a(s) nova(s) cidadanias, muito para além da “busca obsessiva da acção” (Justino: 94)
Por isso, a oposição “nativos digitais versus imigrantes digitais” parece-me brutalmente redutora do problema, bem como me parece uma “ilusão” perigosa a proposta de Prensky em colocar o jogo e o recreativo no centro do complexo e difícil processo de aprendizagem e de formação.
Em boa verdade, a busca da compreensão do alcance das transformações que as sociedades contemporâneas têm vivido – e nelas, o papel da educação – talvez ainda necessite de uma abordagem mais “demorada e sublime” que apenas tempo e investigação permitirão.
..........
Texto publicado originalmente a 14.01.2011 no blogue BECRE
Disponível em http://becre-esct.blogspot.com
Artigos +
-
Na passada quinta feira, alunos do 3º ano do curso de Design Gráfico apresentaram alguns dos seus projetos já deste ano letivo, nomeadam...
-
Este blogue encerrou momentanemante a sua atividade, a qual irá ser retomada a partir do próximo dia 1 de setembro, sob a coordenação da nov...
-
A ES de Cacilhas-Tejo preparou uma grande surpresa para receber os alunos após a interrupção do Carnaval: o IN2 The Future - Mini Fórum E...
-
«Para Ser Grande, Sê Inteiro» Um poema de Ricardo Reis [Fernando Pessoa] in: Odes . Edições Ática, 1927-1930 Declamado por Manuela d...
-
No âmbito da visita de estudo realizada no passado mês de fevereiro de 2015 à Sé de Lisboa e ao Castelo de S. Jorge, alunos de Artes Visu...
-
Para reflexão sobre o futuro da internet no acesso democrático e global ao conhecimento e à cultura, divulga-se o 'Estado dos Common...
-
Com o objetivo de promover a leitura nas escolas, o Plano Nacional de Leitura (PNL), em articulação com a Direção-Geral do Livro, dos Arq...
-
Eis a nova configuração das áreas da Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo (BECRE) que proporcionou o aumento para 21 o número de post...
-
João Carlos Máximo, o jovem autor de « Para Sempre Carcóvia », esteve na passada terça feira - 12 de maio - na BECRE numa feliz inici...
-
Conceição Toscano cumpre hoje o seu último dia enquanto assistente técnica da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo. Para além do importan...
CDU - Class. Decimal Universal
- 004 INFORMÁTICA
- 02 BIBLIOTECONOMIA
- 028 LEITURA
- 1 FILOSOFIA
- 37 EDUCAÇÃO
- 502 AMBIENTE
- 521.9 ASTRONOMIA
- 741 ILUSTRAÇÃO
- 741.6 DESIGN
- 75 PINTURA
- 77 FOTOGRAFIA
- 791.43 CINEMA
- 81 LINGUÍSTICA
- 821.1/9-3 LITERATURA UNIVERSAL
- 821.134.3 LITERATURA PT
- 911 ALMADA
- 94(469) HISTÓRIA DE PORTUGAL
- DVD
- LITERACIAS
- TRABALHOS DE ALUNOS
