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7 de junho de 2015

Avaliação BECRE - programa CINEARTE
BECRE XXI domingo, junho 07, 2015 0 comentários

Com cinco atividades concretizadas e avaliadas, o programa CINEARTE, desenvolvido em articulação com o Departamento de Filosofia e com os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO), é um sucesso.
O programa integrou uma iniciativa dos professores de Filosofia («A [i]moralidade da guerra») e, simultaneamente, foi um dos instrumentos de intervenção dos SPO junto de turmas específicas com necessidades concretas: os filmes e as suas temáticas foram nucleares em contexto de intervenção promotora do desenvolvimento pessoal e social.


 

Com a participação de um elevado número de alunos e dos mais diversos cursos - CCH, CP, EFA, ERS; quer estes quer os seus professores, reconhecem como pertinentes as atividades e a seleção de filmes: as temáticas presentes tiveram impacto eficaz e importante para a aprendizagem.



25 de fevereiro de 2015

«O Enigma da Caixa de Música» no ciclo de cinema «A (i) moralidade da guerra» - programa CINEARTE
BECRE XXI quarta-feira, fevereiro 25, 2015 0 comentários

«Music Box» (1989)
Realização: Costa-Gavras

Atores:
Jessica Lange, Armin Mueller-Stahl, Frederic Forrest, Donald Moffat, Lukas Haas, Cheryl Lynn Bruce, Mari Törõcsik, J.S. Block, Sol Frieder, Michael Rooker, Elzbieta Czyzewska, Magda Szekely Marburg, Felix Shuman, Michael Shillo, George Pusep, Mitchell Litrofsky, Albert Hall.

Duração: 113 minutos

Sinopse:
Como advogada, só queria a verdade
Como filha, só desejava a sua inocência.
Protagonizado por Jessica Lange, vencedora de um Oscar® em 1982 (Melhor Actriz Secundária por Tootsie), «O Enigma da Caixa de Música» («Music Box» - título original) combina suspense com uma comovente história de amor entre pai e filha. Numa interpretação reconhecida com uma nomeação ao Oscar, Lange dá vida a Anne Talbot, uma prestigiada advogada criminal que tem de defender o seu pai. Mike Laszlo (Armin Mueller-Stahl) é acusado de milhares de crimes de guerra, cometidos presumivelmente como membro da Secção Especial Nazi da Hungria há quase cinquenta anos. À medida que surgem novas provas e no momento em que o julgamento é transferido para Budapeste, Anne começa a duvidar da inocência do seu pai.

Fonte:
DVD.pt

Atividade co-organizada pela BECRE e pelo Departamento de Filosofia

13 de janeiro de 2015

«Educar Para Ser Feliz» com Cinearte
BECRE XXI terça-feira, janeiro 13, 2015 0 comentários


Eis o primeiro resultado da cooperação entre a BECRE, os SPO (orientação escolar e profissional) e o projeto "Educar Para Ser Feliz".
Envolvendo três turmas de 10º ano, o programa CineArte proporciona o visionamento de três excelentes filmes: duas longas metragem - «Billy Elliot» (15.01.2015 - 10:05 horas) e «Dador de Memórias» (15.01.2015 - 14:20 horas); e uma curta metragem - «Eu Não Quero Voltar Sozinho».
Dadas as temáticas abordadas nos três filmes, seguramente que o seu visionamento proporcionará muitas interrogações e debate profícuos.
De referir ainda que esta iniciativa marca o início de um novo layout dos cartazes de divulgação das atividades BECRE, layout esse da autoria de alunos do Curso Profissional de Design Gráfico (12º L) e resultado de um processo de estudo, conceção, apresentação (na BECRE) e debate em torno de várias propostas.

José Fernando Vasco
Paula Penha, César Torres
(Profs. CP Design Gráfico)
Teresa Castanheira
(SPO)

7 de janeiro de 2015

«Os Maias: cenas da vida romântica» segundo Eça de Queirós + João Botelho
BECRE XXI quarta-feira, janeiro 07, 2015 0 comentários


Disponíveis (DVD + Jornal de Letras)
para consulta na BECRE


«Os Maias», a obra prima de Eça de Queirós e um dos mais importantes romances europeus do século XIX, foi adaptado para o cinema por João Botelho, o realizador de «Filme do Desassossego» (2010) e «Quem És tu?» (2001).
Já considerado um dos filmes marcantes da história do cinema português - pelos cenários, pelo guarda roupa e pela mestria de João Botelho - «Os Maias» constitui um valioso recurso educativo na abordagem à magistral obra de Eça de Queirós.
Um filme a não perder!

20 de novembro de 2014

Dia Mundial da Filosofia 2014 na ESCT
BECRE XXI quinta-feira, novembro 20, 2014 0 comentários

O Dia Mundial da Filosofia está a ser comemorado na ES Cacilhas-Tejo, com um conjunto de iniciativas do Departamento de Filosofia, com a colaboração da BECRE.

A apresentação do blogue "Filosofia na Outra Margem" e a primeira sessão do ciclo de cinema "A (i)moralidade da guerra", com o filme «Horizontes de Glória» de Stanley Kubrick * são os pontos altos do dia.

* disponível para consulta na BECRE, a partir de 21.11.2014

Divulga-se ainda o cartaz alusivo ao Dia Mundial da Filosofia 2014, elaborado pela aluna Margarida Russo, do Curso Profissional de Design Gráfico.


18 de novembro de 2014

CINEARTE I - «Horizontes de Glória» no Dia da Filosofia
BECRE XXI terça-feira, novembro 18, 2014 0 comentários

Inserida na comemoração do Dia da Filosofia e numa iniciativa do Departamento homónimo e da BECRE, a primeira sessão do programa CineArte é dedicada a um dos mais impressionantes filmes de Stanley Kubrick, então ainda na fase inicial do seu percurso de cineasta.
Sendo que o programa deste ano letivo é dedicado aos 100 anos da I Guerra Mundial e aos 70 anos do fim da II Guerra Mundial, «Horizontes de Glória (1957) constitui um excelente ponto de partida.

Título Original: Paths of Glory
Realização: Stanley Kubrick
Principais Actores: Kirk Douglas, Ralph Meeker, Adolphe Menjou, George Macready, Wayne Morris, Richard Anderson, Christiane Kubrick, Joe Turkel

Crítica:

A TERRA DE NINGUÉM

Too much has happened. Someone's got to be hurt.
The only question is who.

«Um olhar perfeccionista e implacável, sobre o inferno das trincheiras e a monstruosidade do ser humano. Um preto e branco imaculado, na sublimação visual da elegância - afinal, a fotografia de Horizontes de Glória, a cargo de Georg Krause, concretiza a excelência visionária e todo o potencial da mise-en-scène. Zooms, travellings, planos-sequência de cortar a respiração e de detalhes preci(o)sos, sublimes enquadramentos em deep focus, uma arte de filmar que gere de forma irrepreensível a poderosa carga de emoções que a história e as performances dos actores elevam, consistentemente.

O argumento, a partir do romance de Humphrey Cobb e adaptado a três mãos (entre Kubrick, Calder Willingham e Jik Thompson), é dotado de uma prodigiosa economia narrativa, fazendo evoluir a diegese - cena a cena - com uma coesão notável. E a cada cena, mais magistral do que a anterior, os diálogos memoráveis arrebatam-nos e fazem-nos tomar consciência do quão prazeroso é assistir ao filme. As cadências premeditadas da montagem (Eva Kroll) são imprescindíveis para o sucesso narrativo. Sublimes, as interpretações de Adolphe Menjou (general George Broulard), Ralph Meeker (capitão Philippe Paris) e do destemido Kirk Douglas, o coronel Dax que primeiramente acata as ordens superiores sem as questionar e que depois afrontará todas as autoridades na defesa dos soldados injustamente acusados pela missão fracassada e convertida num impiedoso e sangrento massacre. 

Gentlemen of the court,
there are times that I'm ashamed to be a member of the human race
and this is one such occasion.

O tom irónico e corrosivo das melhores obras do realizador está sempre presente, como um fio condutor ou marca de estilo, denunciando e ridicularizando a cegueira e a arrogância, o abuso de poder e a injustiça; em suma, a falta de humanidade que parece abundar entre a frieza e o cinismo, a hipocrisia e a loucura do lado da guerra. A prepotência do general Paul Mireau (George Macready), que cruelmente vinga a indisciplina e a insubordinação contra as suas ordens ambiciosas e suicidas, expõe a vergonha do ser humano. There are few things more fundamentally encouraging and stimulating than seeing someone else die. Em tempo de guerra, os inimigos estão inclusivé na hierarquia que delibera a nossa patente. 

Tecnicamente, Horizontes de Glória mostra-se perfeitamente executado. Note-se o som e excepcional montagem dos seus efeitos, note-se a sensível aplicação da música e dos silêncios ou todo o brilhantismo da direcção artística, seja no campo de guerra como no glamour do baile. A cena final, onde a música se revela como linguagem universal, vem preencher de compaixão e sentimento todo o humanismo reclamado ao longo da obra e personificado, na primeira pessoa, pelo coronel Dax. Sem dúvida, um dos melhores filmes de guerra jamais feitos. Absolutamente marcante. A excelência da obra é tal que não me admirarei se, no futuro, vier a considerá-la uma incontestável obra-prima.»

Fonte: